terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Santiago a Mendoza: a Cordilheira outra vez!




Hoje acordamos cedo, às 6 hs horário local, tomamos o desayuno ainda escuro, às 7:15, quando começou, e saímos da cidade de Santiago exatamente às 8 hs da manha. Achei muito fácil de se andar em Santiago. Se bem que com a ajuda do GPS tudo fica melhor! Do hotel, pegamos a Av. Providencia, subimos pelo rio Mapocho, e depois pegamos a Av. Vespúcio, sentido norte, só que ao invez de pegar a mesma rodovia que viemos de La Serena, pegamos uma antes, para Los Andes, também de pista dupla. Pagamos dois pedágios, de R$ 2 cada um. Por falar em rodovias, como todos falam, as estradas do Chile sao muito boas mesmo. Mas chegamos a pegar alguns trechos esburacados em alguns pontos sim. E também as estradas de pista simples, na sua maioria nao tem acostamento algum. De La Serena até Santiago (470 km), é pista dupla, mas estreita, também quase sem acostamento, e passamos por uns 6 pedágios (moto paga). Nada que se compare a uma rodovia Bandeirantes, ou Anhanguera, em SP. Saindo de Santiago hoje cedo, estava frio, uns 17 graus, apesar da cidade ser bastante quente durante o dia. Nao sabiamos se teriamos que colocar roupa para muito frio, por causa da travessia dos Andes novamente, mas todos diziam que a travessia por aqui seria mais tranquila, e foi mesmo. Nem se compara com a travessia pelo norte! Colocamos apenas os forros nas jaquetas, e usamos balaclava e luvas para muito frio, até terminar a travessia. Depois que passamos Los Andes, a uns 100 km de Santiago, começou uma subida leve. Ali já parei e arrumei a filmadora sobre o baú traseiro, para desta vez nao deixar escapar nada. Prendi com a fita Silver Tape, e deu pra filmar legal. Logo chegamos nos "Caracoles" do lado chileno, realmente igual nas fotos, com curvas cotovelo uma atrás da outra, e lá em cima um monte nevado nos observando. Filmei toda a subida, que foi lenta, pois tinha uma pickup dos "Carabineiros del Chile" bem na nossa frente, durante quase toda a subida. Isto fora o fato de estarem reformando a estrada, e ficar com meia pista a toda hora. Chegamos a uns 3600 mts de altitude, na primeira parada obrigatória. O cara pediu um dos papéis que a aduana chilena nos deu na entrada, carimbou, e mandou seguir. Logo a frente outra parada. Ali eles nos deram um papelzinho carimbado, só pra constar que vc passou por ali. Um tipo de controle de passagem pela barreira. Só depois disto, e de subir mais ainda, e de passar por vários túneis, inclusive o famoso túnel Cristo Redentor, que é a divisa entre os dois países, é que chegamos na verdadeira aduana, e posto de saída do Chile e entrada na Argentina. Antes disto passamos pelo monte Aconcágua, e tiramos várias fotos. A Aduana fica dentro de um barracao coberto e enorme, de uns 100 x 200 metros, acho que por causa da neve e do frio do inverno, pois nos disseram que esta rodovia fica fechada 120 dias por ano, por causa da neve e do gelo na pista. Pegamos uma das filas, demos saída do Chile, e entrada na Argentina. Tudo nao demorou mais do que meia hora, para as tres motos. Foi tranquilo. Ali chilenos convivem com argentinos, e deu pra perceber um clima meio tenso, quando faltou um dos formulários, e um dos fiscais argentinos foi cobrar o chileno, e quase saiu pau! Depois foi só festa, descendo a cordilheira do lado Argentino, que é muito mais bonita do que o lado Chileno, apesar de nao ter caracoles nenhum. Mas o visual é estarrecedor, com aquelas montanhas enormes, cada uma de uma cor, e a estrada serpenteando no meio delas! Começamos a ver motos passando no sentido contrário, em grupos de 3, 4 ou 5. Vi VStroms, BMW GS, Hornet, Varadero, TDM900, etc... Acho que passamos por uns 15 ou 20 motociclistas. E continuamos a descer. Paramos uns 10 minutos na Ponte Inca, um ponto turístico famoso, na descida. É uma ponte natural, de pedra, que era um caminho dos incas, e depois virou um forte espanhol, depois se tornou um hotel, que foi destruido por uma avalanche de neve, e hoje é preservado como patrimonio. É muito bonito, e fica na beira da estrada. A agua do degelo dos Andes, desce o tempo todo, à nossa direita, rumo à Mendoza, começando como um pequeno riacho, e vai virando um rio. Já perto de Mendoza, eles o represaram, o usam a água para irrigaçao de toda a cidade e campos, vinhedos, etc...Paramos para almoçar em Uspallata, num posto de gasolina, e comemos apenas um lanche rápido. Já eram 14 hs! Ali já esquentou bastante, perto dos 36 graus, e tiramos os forros, e equipamentos para o frio. Chegamos em Mendoza às 15:30 hs, em um calor de rachar! Logo na entrada da cidade, passou por nós um senhor, chamado Henrique, em uma Harley, que nos cercou, e perguntou se precisávamos de alguma coisa. Eu disse que era de Campo Grande, e ele disse que conhecia o Joaquim Barbosa. Me indicou uma oficina para trocarmos o óleo das motos, e um hotel também. Fomos atrás de hotel, e logo um cara nos achou, daqueles que ficam te levando de hotel em hotel, e ganham comissao. Depois de irmos em 3 hotéis, resolvemos ficar em um Apart Hotel, bem no centrao da cidade. Mendoza é muito grande, deve ter uns 400 ou 500 mil habitantes, e tem um transito horrível! Tomamos um banho rápido, e fomos atrás de ver a troca de óleo das motos, pois as 3 precisam trocar o óleo, já que rodamos mais de 5 mil km até agora! Fomos na BMW, e fomos mal atendidos. Primeiro disseram que nao tinham vaga. Depois disseram que tinham para amanha, mas só devolveriam as motos à tarde. Enfim saímos de lá e passamos em uma loja grande da Honda, e resolvemos trocar o óleo lá mesmo, amanha de manha, pelo equivalente a R$ 100,00. Óleo mineral 20W50. De lá fomos tomar uma cervejinha, e acabamos encontrando dois dos caras que conhecemos lá em San Pedro, de SP. Ficaram um pouco com a gente, e foram atrás de hotel. O maior stress da viagem é sem dúvida ficar procurando hotel quando chega na cidade, cansado, com calor. É de matar! Mas de resto, tudo está correndo bem. Já estamos contando os dias pra chegar em casa, e faltam só 5 dias. Pessoal da Confraria, quem quiser, o Gaudencio deu uma sugestao, de ir até Ponta Pora, e no domingo, almoçarmos juntos e acabarmos de voltar até Campo Grande. Ou vc podem mandar alguma idéia melhor. Devemos dormir em Assunçao no sábado para domingo, almoçar em Ponta Pora às 12 hs, e chegar em Campo Grande às 17 hs mais ou menos. Um grande abraço a todos!
Fotos:
-Na divisa Chile/Argentina;
-Lago de aguas da cordilheira, do degelo, que abastece a cidade de Mendoza.

4 comentários:

  1. MÁRCIO, GAUDÊNCIO E HILTON, fiquem certos de que a CONFRARIA DA MOTOCICLETA representada por todos seus "PRESIDENTES" está também contando os dias pra vossa chegada, perticularmente me ocorreu essa idéia de P.P. domingo qdo vinha de Dourados de moto, acho possível vamos converssar por aqui; mas é certo que no mínimo na "Água Rica" vamos estar esperando vcs de braços abertos, pois nada mais gratificante do que o retorno de amigos realizados após tanta ansiedade no planejamento, curtição durante a realização, prazer de observar os pneus de suas motos rodando tão distantes e a alegria nos olhos dos amigos que os aguardam (eu já esperimentei essa alegria em vcs qdo da minha chegada da Trans-amazônica, e é algo realmente que vale qquer sacrifício).Nós os aguardamos ansiosos por aqui. Boa viagem e um forte abraço em nome de todos os CONFRADES.
    JARDIM.

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  2. Confrades é com muito tristeza que venho informa que nosso irmão Ataide acaba de falecer,devido acidente de moto perto de campinas, passamos mais informações.

    Ricardo.

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  3. Confrade Ataide vinha perto de Campinas de moto,quando ele viu um radar ele tentou diminuir a velocidade a moto desgovernou e bateu na grade de ferro que fica ao lado da pista e veio a falecer.
    Confrades continue sua viagem pois a vida continua,estamos rezando por vcs,quando vcs tiverem num lugar bem bonito tirem uma foto em homenagem ao nosso amigo e mande para mim.

    Abraços Ricardo.

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  4. Marcio e Amigos, fica aqui os meus pêsames pelo falecimento de um menbro da Confraria:
    Luiz Carlos de Souza Ataíde, 53 anos, morreu em um acidente ocorrido por volta de 7h30 desta quarta-feira em uma rodovia próximo a cidade de Valinhos, interior de São Paulo.
    De acordo com a Amamsul (Associação dos Magistrados de Mato Grosso do Sul), o juiz conduzia uma motocicleta e perdeu o controle após uma freada brusca por conta de um radar.
    Ele estava sozinho na motocicleta. A esposa , Sirlei, o seguia em um automóvel e testemunhou o acidente. O casal voltava do litoral paulista, onde tinha ido passar o carnaval.
    O corpo está no Instituto Médico Legal de Campinas. O velório será realizado no Tribunal do Júri. Por conta da morte do magistrado, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, desembargador Elpídio Helvécio Chaves Martins, decretou luto oficial em todo o Estado, pelo período de três dias, a contar de hoje.
    Além da esposa Ataíde deixa dois filhos jovens. Rafael e Ataíde Júnior.


    "Que Deus em sua infinita bondade possa consolar seus familiares e amigos"
    À vcs viajantes da Comfraria em Antafagasta- Chile 2009, força e coragem para superar esta grande perda. Continuem com o mesmo cronograma de viagem, conforme planejaram de início e sigam em Paz acompanhado pelo pilotos dos pilotos, que é Jesus Cristo o qual vós guiarão com segurança até que retornem a vossas casa.
    Abrçs
    Alfredo

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Quem sou eu

Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brazil
49 anos, casado, zootecnista, empresário e motociclista.