domingo, 10 de janeiro de 2016

Ultimo dia: chegando em casa!

Dia 17: Reconquista a Ponta Porã - 975 km
Neste último, na verdade o penúltimo dia da viagem, pois acabamos de chegar na quarta, fizemos uma puxada firme, a 140 km/h, e rodamos 975 km, de Reconquista até Ponta Porã, como foi na ida. Mesmo trecho, mesma estrada, com excecao que o não choveu como na ida, só uma manga de chuva no Paraguai. A aduana entrando no Paraguai por Clorinda mudou, e nos atenderam em um tipo de container, foi muito rapido e não tinha ninguém na frente, com um calorão escaldante de 38 graus!
As paradas para abastecer foram em Resistencia (tomamos o desayuno lá), Clorinda, e no Paraguai, no posto ao lado do restaurante do brasileiro (Boi na Brasa), que fica exatamente no meio do trajeto entre Clorinda e Pedro Juan Caballero. Boa dica. Acabamos nem almocando hoje, só lanche e muito líquidos, pois o calor estava demais! Chegamos em Pedro Juan eram 17:30 hs. Antes de chegar na aduana, completei o meu tanque com o restante de guarani que sobrou do cambio que fiz dos $800 pesos argentinos em Clorinda. Fui direto para o hotel Barcelona, após carimbar o passaporte, e o Capitinga ainda foi na Casa China comprar um presente para a esposa. Logo estávamos jantando, no hotel mesmo. Comi só um omelete com salada, pois não tinha fome. O Capitinga jantou como sempre. Nem bebemos nada e já fomos dormir, pois estávamos exaustos! Não sei se foi o calor e a chuva que tomamos sem a capa, aliado a distancia, mas me pareceu o dia que mais cansei da viagem!

Dia 18: Ponta Porã a Campo Grande - 330 km
No outro dia, amanheceu chovendo fino. Acordei mais cedo, tomei o café, e logo chegou o Capitinga. Com tudo pronto e as motos carregadas, saímos do hotel eram em torno de 8:00 hs. Fomos por Vista Alegre, embaixo de uma garoa fina, que nos acompanhou até Campo Grande. No trajeto, muitas pessoas me ligaram, pois o celular estava pegando, e transmitindo pelo radio Scala Rider... rsrsrs... Meio estranho isso, não gosto muito de falar ao celular pilotando, mesmo com o radio.
As motos comecaram a gastar mais do que o normal (gasolina ruim...), e paramos em Sidrolandia para completar o tanque.
Enfim chegamos em casa!
Como era dia de semana, e ainda chovendo, não combinamos nada de espera ou recepcão, mas o amigo Stefano estava nos esperando perto do trevo de Sidrolandia. Paramos um pouco, pois estava garoando, tiramos umas fotos, e seguimos.
Mais uma viagem completada, com a graca de Deus!
Nada de grave nos aconteceu, com excecão do Padilha, mas que está bem.
Muito obrigado a todos que nos acompanharam por estes dias!
Isto aqui vai acabar virando um livro... rsrsrs...
Grande abraco!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Retorno em grande estilo: Visitando o Rally Dakar!

Dia 15: Mendoza a Villa Carlos Paz - 650 km
À noite em Mendoza fomos almoçar ali perto do hotel mesmo, comemos uma paella, pra mudar um pouco e sair do bife de chorizo... No outro dia, acordamos e saímos do hotel tarde, mais de 9 hs da manhã. Tive que passar em um posto pra encher o meu pneu traseiro, pois no conserto que fiz ontem à tarde murchou pra 19 libras.
Seguimos sentido San Luis, a 260 km de Mendoza, por uma pista dupla e monótona, com pedágio. Abastecemos, e bem lá atrás já víamos a nuvem escura e pesada para o lado de Villa Carlos Paz. Abastecemos, sempre nos postos YPF, e com fila, comemos alguma coisa, colocamos capa e nos preparamos para o pior, pois eu já havia passado ali, tem muito vento, uma serrinha braba, logo após Mina Clavero. Depois de San Luis, ainda pegamos um trecho bem grande de pista dupla, e dito e feito, após uns 50 km começou a chover e esfriar. Ainda paramos novamente para a abastecer, antes de Mina Clavero. Logo depois começaram as vilas, com muitas curvas, e a serra, espetacular, com muitas curvas e vento fortíssimo, quando subimos para mais de 2 mil metros de altitude, e o frio veio para 12 graus, com um pouco de chuva. Me empolgo quando tem curva... kkkk! Gosto muito mais do que as retas, curto pra valer! Um pouco antes da Villa, descemos e o clima limpou, parou a chuva, e esquentou para 24 graus. Fomos direto para o hotel reservado pelo Booking na noite anterior (Tagore Suites Hotel, Rua Tagore 450, US$80/duplo). Aliás excelente o hotel! Fizemos o check-in, trocamos de roupa bem rápido e fomos ver o Rally Dakar, que ficou instalado do outro lado do lago, de onde estávamos dava pra ver ao longe. Fomos lá, um congestionamento danado, muita gente, muitos carros, uma verdadeira muvuca!
Paramos as motos quando começou o acampamento do Rally, estacionamos na rua mesmo, e fomos à pé conferir. O povo nos olhava e fotografava as nossas motos, como se fossemos parte do rally... rsrsrs... Eles fecharam tudo ao redor dos carros, caminhões e motos, com uma tela, e não tem como entrar e ver de perto nada. Andamos por uns 1500 metros mais ou menos, tirando fotos, até o final, na entrada.
A estrutura é espetacular, muito grande mesmo, muito maior do que eu imaginava! Tinham 8 helicópteros pousados em um campo de futebol, para se ter uma idéia.
Voltamos, pegamos as motos, e fomos procurar um lugar para jantar. Não tinha nada aberto, mesmo sendo 19:30 hs e num domingo. Fomos abastecer, ao lado tinha uma loja de vinhos, acabei comprando algumas garrafas, mesmo sem saber aonde iria colocar nas malas... hehehe... Seguimos para o hotel, para de lá resolvermos aonde iríamos jantar. Chegando lá, tinha acabado de chegar 3 motos, GS1200, com placa da Colombia. Eram o Gustavo, o seu filho e o Andres. Ficamos lá conversando com eles. Então ficamos sabendo que o nosso hotel era também um restaurante, e resolvemos jantar lá mesmo! Abri um dos vinhos que tinha acabado de comprar. Chamei os novos amigos para compartilhar o vinho. Logo estávamos todos sentados, bebendo e conversando à mesa. Pedimos o jantar, um bife de Entrecot muito bom, acompanhado de uma salada. Acabamos tomando 3 garrafas de vinho, praticamente entre 3 pessoas, pois o Andres não bebe, e o Capitinga muito pouco. O papo, muito animado, sobre pecuária (Os 3 mexem com pecuária na Colombia), depois sobre viagens, motos, etc...
Fomos dormir quase 11 da noite.
São os amigos os que fazemos nas viagens, que faz tudo valer a pena!

Estrutura do Rally Dakar é fantástica!







Vinho top!

Jantar com nossos amigos colombianos!




Dia 16: Villa Carlos Paz a Reconquista- 730 km
Acabamos saindo tarde de novo hoje, mesmo acordando cedo, pois o desayuno demora demais, começa 8:30 da manhã! Saímos 9:00 hs, pra fazer este trecho de chaco e muito calor, que eu já conhecia. Saimos de lá com neblina e garoa fina, 20 graus, mas nem bem passamos Córdoba, a 40 km dali, já esquentou absurdo, e paramos para tirar a capa e a segunda pele, luvas, etc... O tempo limpou e esquentou bastante. Paramos em San Francisco, a 265 km, pra abastecer, já fazia 35 graus. Abastecemos, comemos um lanche, e seguimos. O GPS fez muitos atalhos, e sem passar em Sta Fé saímos para abastecer de novo lá perto, já na RN11. Nos restavam 230 km até Reconquista, que fizemos com mais calma, eu ouvindo o meu audio book. Veio uma chuva fortíssima, com muito vento. Como estava muito calor, nem colocamos as capas, deixamos molhar. Logo parou, e começamos a secar. Mas meia hora depois, faltando uns 50 km pra chegar em Reconquista, veio outra chuva! Aí paramos pra colocar a capa de chuva, pois chegar molhado no hotel não dá!
Chegamos cedo, eram 17:30 hs, mas é bom, para descansar. Abastecemos, e fomos para o mesmo hotel da ida, Los Tilos. A atendente fez a $500 pesos o quarto individual, e ficamos em quartos separados, pois esta noite dormi muito mal com o ronco do Capitinga...
Fomos lá no mesmo restaurante perto do hotel, comer o último bife de chorizo da viagem. Chegamos lá, não tinha chorizo, mas tinha bife ancho, que eu até gosto mais... Novamente, salada, vinho, bife e arroz... Comemos e seguimos de volta para o hotel.
Este noite vai ser de descanso, pois amanhã a pegada vai ser firme, cerca de 970 km até Ponta Porã, já no Brasil!
Um abraço a todos!

sábado, 2 de janeiro de 2016

Chos Malal a Mendoza - quase completando a Ruta40!

Dia 14: Chos Malal a Mendoza: 740 km
Diário de Bordo
Ontem foi uma noite diferente... Depois de nos instalarmos no hotel, banho tomado e bateu a fome, caiu a ficha, de como praticamente tudo estava fechado na pequena cidade de Chos Malal, já que era dia 01 de janeiro, não tinha como comprar comida pronta... Então, conhecemos um casal de argentinos, de Buenos Aires, já na faixa dos 60 anos, no hotel, que estavam de carro, uma Toyota SW4, e que nos proporam comprarmos comida em um mercadinho local, e cozinharmos no hotel. Fomos lá no mercado, e compramos tomates, cebola, mortadela, pão, alho, vinho, cerveja e uma pizza pronta, só faltando assar. Pronto, estava feito! Voltamos para o hotel, muito arrumado por sinal, e o atendente nos cedeu a pequena cozinha. Enquanto o Pablo e a sua esposa preparavam uma deliciosa e muito bem temperada salada de tomates, pães, mortadela, colocamos a pizza pra assar, e fiquei tomando vinho ali ao lado. Logo chegou um cara, bem grande, com aquelas roupas de pescar truta dentro do rio, com “Fly”. Era o Jerome, um francês que mora na Argentina, e tem negócios no Brasil também, do ramo petrolífero. Chamamos ele pra jantar conosco, ele subiu e logo voltou, e foi comprar mais vinho. E assim foi! Ficamos ali, conversando muito, de assuntos globais como terrorismo, economia, petróleo, etc... Até cerca de 22 hs ou mais, quando arrumamos ali mais ou menos, e fomos dormir. Muito legal! Sempre é bom conhecer gente diferente e outras culturas, nestas viagens!
Hoje acabamos perdendo a hora, após a “cena” ou jantar, muito legal de ontem... Era para sairmos 8:00 hs e acordamos esta hora! Rsrsrs... Mas, estamos de férias, e o dia aqui é muito longo, escurece quase 22 hs! Tomamos o desayuno, pagamos ($1020 pesos argentinos/duplo, aguentando o Capitinga roncar...), e acabamos saindo as 9:15 hs da manhã do hotel, hora em que ainda vimos o Sr. Pablo e nos despedimos dele. Grande pessoa!
Seguimos rumo a Malargue, a 360 km de lá, já sabendo que haveria um trecho de 50 a 60 km de rípio no meio, sempre pela ruta 40. Tem um ou dois vulcões logo depois de Chos Malal! Deu pra ver a placa na estrada, não me lembro o nome, muito bonito! Tem águas termais por lá também. O tempo estava fechado, mas sem chover, e a temperatura na casa dos 18 a 21 graus, excelente! Depois de uns 160 km, já na província de Mendoza, chegou o tal rípio, bem solto e novo, pois parece que acabaram de consertar e passar a patrola. O Martin tinha falado que estava muito ruim, com muita poeira, etc... Mas nada disso. Melhor assim... Mudamos as configurações da moto para Enduro, e se fomos, a 60-80 km/h como sempre vou. Tinha um pouco de poeira. Segui tranquilo, sempre de pé, com a moto sambando de vez em quando, e passou rápido os 40 km que a placa dizia logo no começo do rípio. Mas não acabou coisa nenhuma... rsrsrs... Continuou por mais uns 60 km pelo menos, alternando pequenos pedaços de 100 a 200 metros de um asfalto velho, por 5 a 6 km de desvio de um rípio bom e mais firme, bem melhor do que os 40 km iniciais. Foi legal!
Saímos do rípio na cidadela de Bardas Blancas. Agora faltavam apenas uns 80 km para chegarmos em Malargue, em um asfalto muito bom, cheio de curvas, fomos a quase 2 mil metros de altitude, o clima meio nublado, mas foi abrindo e o sol veio com força, e esquentou bem. Chegamos em Malargue as 13 hs mais ou menos, e já pegamos a fila para abastecer no posto YPF da cidade...
Abastecemos, paramos as motos e fomos comer alguma coisa, pois já eram duas da tarde. Pedimos lanches (hambúrgueres com papas fritas), eu como sempre o suco de maça de caixinha, e o Capitinga como sempre o refrigerante dele. Hoje passamos algumas motos na estrada, uma KTM, e um grupo de 3 motos com garupas. Logo encostou uma outra moto no posto, uma BMW650 de dois cilindros, com um casal de Mendoza. Conversamos um pouco com eles, que estão indo dar uma volta aqui por perto mesmo. Até Mendoza faltavam agora cerca de 400 km. Saímos pela R40, e o tempo logo fechou à frente. Paramos para colocar as capas de chuva e enfrentamos o vento e uma chuva de pingos grossos, mas não muito forte. Mas logo parou. Depois de uns 200 km rodados, em 25 de Mayo, tinha um restaurante muito legal na beira da estrada, um tipo de bodega, muito arrumado, e paramos lá pra tomar um café e dar uma descansada, para enfim encararmos o trecho final deste dia, até Mendoza. Ficamos lá quase uma hora. Muito legal o lugar!
Depois posto algumas fotos. Nesta viagem, quase não estou postando fotos, pois a internet está muito ruim, em todos os hotéis! Nunca vi isto! Hoje mesmo, não consigo nem conectar.
Saímos, e depois de uns 150 km pegamos a pista dupla (autopista). A guarda municipal nos parou, e pediu documentos, pela primeira vez na viagem! E estava um calor de 33 graus... Demorou, olhou tudo, e nos liberou. Observei no painel da moto que o meu pneu traseiro estava murchando, desde Malargue. Estava com 40 libras, e agora estava marcando 33 libras. Com certeza tinha algum furo ou prego! Paramos em um posto YPF na entrada de Mendoza, pois rodamos quase 400 km direto sem abastecer as motos. Quando olhei o pneu traseiro, já vi que tinha alguma coisa, um objeto branco, parecia um pedaço de pedra ou mesmo um prego, pequeno. Coloquei água, e saiu ar. Era ali mesmo! Chegamos no hotel Bonarda, nas margens da rodovia que chega na cidade, que tinha pego o endereço no Booking mas não tinha reservado. Tinha vaga, estava vazio ($920/duplo), e ficamos ali mesmo. Quarto bem grande, estacionamento e desayuno incluso. Depois do check-in e de descarregar as motos, parei no fundo, no estacionamento, e já fui mexer com o meu pneu. Peguei as ferramentas para colocar o macarrão, e tentei retirar o possível prego, mas cada vez que eu tentava pegá-lo com o alicate, ele quebrava, ou seja, não é um prego. Não consegui retirar, e empurrei para dentro do pneu. Depois “alarguei” um pouco mais o local do furo, coloquei a cola, e inseri o macarrão, lacrando completamente o vazamento. Depois cortei o que ficou para fora, de excesso. Muito prático e funcional isto! Isto tudo não gastei nem 5 minutos. Cheguei no quarto, o Capitinga ainda estava com a roupa da moto, no celular, e disse “Mas já?!” kkk!
Tomei um banho, e agora vamos sair pra comer alguma coisa na rua.
Vai ficar pra trás um restinho da ruta40, que eu ainda não fiz, fora o trecho de El Calafate até o km1, perto de Rio Gallegos, e o trecho de Susques a La Quiaca. Vai ser o trecho de Mendoza a San José de Jachal. O resto, já fiz tudo! E que rodovia! Tem de tudo! Retas intermináveis, montanhas, frio, calor, vento, altitude, etc... São cerca de 5 mil km que vale a pena conhecer! Ainda quero rodar nela inteira, de uma vez só!
Vamos iniciar a volta para o nascer do sol amanhã (leste), pra tentar chegar em casa até quarta-feira pelo menos.
Amanhã não sei aonde vamos dormir, se em San Luis ou Cordoba, pois nos disseram hoje que o Rally Dakar está passando lá amanhã... Quem sabe? Vamos tentar ver isto!
Abraços a todos e um FELIZ ANO NOVO!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Carretera finalizada! Bora pra casa!

Dia 11: Cochrane a Esquel - 715 km
Saímos da cabana em Cochrane, as 8:30 hs da manhã. O dono não estava lá, arrumamos tudo, e deixamos a chave na porta, pois já tínhamos pago adiantado.
Pegamos o rípio de volta, por cerca de 60 km, pelo mesmo caminho que viemos, passando pela entrada à direita para o Paso Robalos. Passamos novamente ao lado do rio Baker, paramos para sacar umas fotos, em um lodge muito arrumado! Seguimos, passamos por Puerto Bertrand, e mais à frente deixamos a carretera (R7) para entrar à direita, margeando o lago General Carrera novamente, só que agora com rumo a Argentina. O lago, maravilhoso, com aquelas águas azuis, fundo de montanhas com neve, a cada curva ou subida era um cartão postal! Paramos várias vezes pra tirar fotos. O rípio MUITO BOM, quase um asfalto, a maior parte da estrada. Só uns 30 km antes de chegar em Chile Chico, que piorou um pouco, com ripio solto. Finalmente passamos por algumas motos, 2 motos GS1200, uma vermelha com um casal, e outra GSA verde com um cara da Nova Zelandia, que parei e conversei rapidamente, pensa na moto ultra-carregada! Chegamos em Chile Chico às 11:30 hs, paramos um pouco esperando uma patrola passar, estavam jogando sal na estrada! Nunca vi isto! O cara explicou que o sal "firma" mais o rípio... Logo a patrola chegou, um ripiozinho solto, mais um pouco de emoção pra chegar na cidade... rsrsrs... Chile Chico é uma cidade pequena, mas muito arrumada e bonita. Paramos, abastecemos, passou por nós uma S-10 preta com placa de Cuiabá, com umas bicicletas em cima, mas não deu tempo de conversar, pois pegaram a balsa para Coyhaique.
Depois fomos almoçar, ou comer um lanche, e aproveitamos para cambiar o restante de pesos Chilenos que tínhamos (Eu tinha $100 mil e o Capinerso $140 mil), para pesos Argentinos agora. Saímos já quase 14 hs, e fomos fazer as duas aduanas, a saída do Chile e a entrada na Argentina, uma perto da outra uns 5 km. Esqueci a minha carteira na aduana Chilena, o viadinho do Capitinga pegou e não falou nada. Na aduana da Argentina é que fui dar falta, e ele me devolveu... O susto!
Abastecemos novamente em Perito Moreno (posto Petrobrás da rotatória), enchemos os pneus, tomamos um café, e pegamos a tal da Ruta40, sentido norte. Este trecho eu nunca havia andado antes. Começou o vento e as retas intermináveis! Ali pensei: porque não subir pela RN40 até Jachal e praticamente finalizar esta rodovia, tão famosa?? Parei na pista quando vi algumas motos vindo. Eram brasileiros, que estão no grupo do whatsapp de Ushuaia. Conversamos um pouco e seguimos. Logo pegamos um desvio de uns 5 km de ripio muito ruim, pedras grandes e soltas... Passamos direto em Rio Mayo, uns 120 km à frente, e o objetivo era primeiro Gobernador Costa (350 km), e depois se desse, Esquel, mais 180 km. E assim foi! Paramos para abastecer em Gobernador Costa, tinha fila no posto YPF, pra variar. Tinha um amigo brasileiro na fila com uma V-Strom laranja, tbm do grupo do whatsapp, com a esposa na garupa, conversamos um pouco, abastecemos, comemos um lanche e fomos embora, com destino a Esquel. Chegamos lá já era quase 21 hs. Esquel é uma cidade muito arrumada e bonita, um ponto turistico, com muitas atrações, cidade bem estruturada e bonita! Fui atrás de hotel, conseguimos o Sur Sur, que aliás é de um motociclista argentino, muito bom, por $550 pesos por pessoa, em quarto separado. Guardamos as motos lá dentro, tomamos um banho, e saímos à pé para jantar. Achamos uma parrilla (La Brasa), muito boa!
Janta, retorno ao hotel e fomos dormir.

Dia 12: Esquel a Bariloche - 280 km
Como seria uma distancia curta, saímos 9 hs do hotel, após o desayuno. Aproveitei a internet wi-fi pra fazer uma reserva em Bariloche pelo celular, no booking, no mesmo hotel que ficamos em 2010/11, o Carlos V Patagonia, para duas noites. Paramos em El Bolson pra tomar um café, cidade e estrada muito bonitas, já chegando em Bariloche. Chegamos lá às 13 hs, e fomos direto no hotel. Tinha duas motos na frente, duas Transalp placa da Argentina, alugadas por dois caras, já senhores na faixa dos 55/60 anos, da Turquia. Alugaram as motos e foram conhecer a Argentina. Paramos as motos dentro do hotel, troquei de roupa, e saí na rua pra comprar algumas coisas (vinho, frutas, castanhas e queijos), pois tudo iria fechar às 15 hs, e iríamos passar o ano novo ali mesmo no hotel. Consegui achar algumas lojas abertas e comprei bastante coisa por $500 pesos, inclusive duas garrafas de vinho. Voltei pro hotel, guardei as coisas na geladeira, e fomos almoçar ali perto do hotel. Almocei só uma salada, e o Nerso a salada e um bife de chorizo com arroz. Voltamos para o hotel, o Nerso foi descansar e dormir, e eu fui para o computador, ver a rota para o outro dia. De repente ouvi barulho de motos fora do hotel. Eram 3 motos, com casais do Brasil. Desci lá pra ver, até porque a internet nos quartos não estava pegando, e fui conhecer e conversar com o pessoal que acabava de chegar. Eram de Florianópolis, o Sirineu e outros 2 amigos. Fiquei lá até quase 20 hs, quando subi para tomar um banho e logo voltei.
Passamos o ano novo no hotel mesmo, eles compraram queijos, salames e cervejas, e nós tbm, juntamos tudo e ficamos conversando até a meia noite, ali no hotel mesmo, no fundo, aonde servem o desayuno. E foi muito legal!
Valeu o dia, à meia noite nos cumprimentamos, e cada um foi para o seu quarto dormir. Haviam alguns restaurantes oferecendo ceia a $800 pesos por pessoa, mas com certeza foi bem melhor passarmos ali, além de ser mais barato.
Amanhã iniciamos a ruta40, até Mendoza! Primeiro trecho até Chos Malal.
Abraço!

Dia 12: Bariloche a Chos Malal - 570 km
Saímos de Bariloche tarde, já quase 11 hs. Abastecemos e saímos. Fomos pela R40, sentido Villa Alicura e Zapala. Na verdade este trecho está como RN237 mas na verdade é a RN40 antiga. Saímos na RN40 uns 150 km antes de Zapala, em um trecho que já havíamos feito uns 10 dias antes, aonde passei muito frio. Mas hoje, completamente diferente, muito calor! Quase 36 graus! E muito vento!
Paramos em Zapala, abastecemos com uma fila pequena no posto YPF (só tem fila neste posto!), mas não tinha nada pra comer. Fomos comer em outro posto mais à frente, tbm YPF. Lá havia um senhor do Brasil, indo para Villa La Angostura, com a família junto. O Capitinga reclamando da gripe, está ruim ainda, tomou um café com redbull e seguimos para fazer os 215 km restantes até Chos Malal. Mais retas e calor, e finalmente chegamos! Tiramos algumas fotos na placa da RN40 em frente a entrada da cidade, e fomos entrando na cidade pra abastecer e procurar hotel, pois não reservei nada. Abastemos, com fila, e achei um hotel muito bom, Terra Malal, por $1000 pesos o quarto duplo pago em efetivo. Estamos aqui, e amanhã vamos a Mendoza, cerca de 740 km, com um pedaço de rípio (50 km), pra relembrar... rsrsrs...
Abraço e fiquem com a gente!


Quem sou eu

Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brazil
49 anos, casado, zootecnista, empresário e motociclista.