sábado, 7 de março de 2009

Ponta Porã - Campo Grande: A chegada em casa!








Acordamos às 7 hs, e fomos tomar o ótimo café da manhã do hotel Barcelona, em Ponta Porã. Como é diferente dos "desayunos" da Argentina e Chile! Lá, com raras exceções, não tem frutas, nem queijo, nem presunto. É apenas um café solúvel fraco (Nescafé), e um pequeno croissant doce, que eles chamam de "meia lua". Às vezes tem leite, se vc pedir.O Hilton já estava lá comendo. E nada do Gaudencio. Tomei o café, o Hilton saiu antes, e no final apareceu o Gaudencio, já quase 8 horas da manhã. Como eu tinha combinado com o pessoal de almoçar na Agua Rica às 12 hs, tínhamos que sair pelo menos até às 9 da manhã, pois são quase 300 km até lá. Subimos pra arrumar as coisas, descemos, e o Gaudencio deu uma enrolada. Por fim, ele desceu, e fomos abastecer pra sair, num posto ali mesmo perto do hotel, no Brasil. Enchemos os tanques com a velha conhecida gasolina "comum" custando R$ 2,70/litro e seguimos para a saida da cidade. Fui puxando a tocada um pouquinho mais forte, pois já eram 9:20 quando saímos da cidade, e estávamos um pouco atrasados. O Hilton e o Gaudencio não iriam almoçar na Agua Rica, pois as familias deles estariam esperando em casa, e cada um tinha um compromisso diferente. O calor estava muito forte, e quando chegamos em Dourados (110 km), o termômetro da moto já marcava 38 graus! Estava muito quente! Seguimos até Rio Brilhante, aonde abastecemos novamente, no posto após a Policia Rodoviária, já tendo rodado 160 km. Paramos um pouco, tomamos uma água, e seguimos viagem. Logo na saída do posto, tocou o meu telefone celular no bluetooth do capacete, e era o Capitinga perguntando aonde estávamos. Deu tempo apenas de dizer que estávamos chegando em Nova Alvorada do Sul, e acabou a bateria do meu celular! Dali já avistei uma nuvem negra próximo a Nova Alvorada, indicando uma chuva de verão. Assim que lá chegamos (45 km) já parei pra fechar a jaqueta, pois a chuva já começava a pingar. Uma chuva destas com o calor que estava, era uma benção de Deus! Como é bom! A temperatura cai para 22 graus rapidamente, e é como ligar o ar condicionado! A chuva veio muito forte, com vento lateral quase me levando para a outra pista. Reduzi a velocidade para 80 km/h, e firmei o guidão da moto. O que tenho medo é uma aquaplanagem. Quase não dava pra ver a pista, em alguns momentos, e cheguei a pensar em parar a moto. Mas depois melhorou, e acionei o alerta da moto. Não andamos uns 5 km a chuva já parou, e ficou só uma garoa bem leve. Mas melhorou demais a temperatura. Logo a roupa já estava seca. Chegamos na Agua Rica, a 50 km de Campo Grande, um restaurante antigo e tradicional do meu amigo Joaquim (Quinzinho) e sua família, que serve uma ótima comida caseira, exatamente ao meio dia de domingo, dia 01/03/2009. Lá estavam nos esperando a minha família (Esposa e filhos), e vários amigos da Confraria, totalizando quase 20 pessoas ao todo. Vários casais, inclusive. Jardim e esposa, Ravedutti e esposa, Xororó e esposa, Capitinga e esposa, Gilson e esposa, Jorginho, Julio Cabelo, Casagrande, Gabriel, Osmar, etc... Me desculpem se me esqueci de mais alguém! Chegamos, e fomos saudados por todos, com muitos abraços, risos, e fotos. Cheguei a ficar emocionado, e realmente é muito bom rever todos os amigos, e principalmente a familia, assim logo na chegada! Sabíamos do clima de tristeza que havia entre todos, devido à tragédia ocorrida, e realmente não esperávamos nada de festas. Mas o pessoal nos surpreendeu, e nos recebeu com grande alegria e satisfação. Almoçamos todos juntos, descansamos um pouco, e lá pelas 14 hs seguimos para Campo Grande, pois a chuva já estava ameaçando novamente! Antes de sair, deixei as malas laterais da moto no carro da Luiza, e segui junto com os companheiros da Confraria, de moto. A moto sem as malas laterais é bem mais leve e fácil de tocar, e o pessoal das Kawasaki Concurs estavam "animados" e tocando bem forte. Logo a chuva nos alcançou, e fomos assim até Campo Grande. Lá perto, ela veio forte pra valer, e molhou todo mundo. Como eu estava com a roupa da viagem, e preparado pra chuva, nem me importei. Até gostei! Cheguei em casa, sempre tomando cuidado, pois às vezes é na chegada em casa que acontecem os acidentes, às 15 hs mais ou menos. Guardei a moto, e fui tirando as coisas dela, devagar. A roupa de cordura, que estava ensopada de suor, e ainda molhou na chuva, chegou em um estado lamentável, e dá vontade de jogar tudo fora! Mas nada que uma boa lavanderia não conserte! As minhas velhas botas da Zebra, também aguentaram firmes, e ainda dá pra usar muito! No mais, chegamos todos em casa sãos e salvos, e tudo correu bem, graças a DEUS, que nos iluminou por toda a nossa viagem, não deixando que nada de mal nos acontecesse. Ainda vou fazer um resumo geral da viagem, e espero que o meu blog possa um dia servir de guia para algum colega que queira fazer a mesma viagem! Um grande abraço a todos!
Fotos:
-Minha família e os amigos da Confraria, que foram nos receber no restaurante Água Rica, em Anhanduí.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Resistencia - Ponta Porã: no Brasil!




Acordamos em Resistencia no sábado às 9 hs da manhã, do horário local! Estávamos muito cansados do dia anterior, pois havíamos andado mais de 1000 km, além do horário de Resistencia ser uma hora a mais do que Córdoba. Descemos, tomamos o café, e eu fui atrás de uma casa de cambio para trocar dólar por peso, já que a multa tinha furado o meu caixa, e não iria dar para abastecer mais duas vezes. A vantagem é que em todo lugar por lá tem casa de cambio, e pertinho do hotel tinha uma. Um dólar estava valendo $ 3,55 pesos argentinos. Foi o que me pagaram. Peguei os pesos, voltei para o hotel, nos arrumamos, e saímos com destino a Ponta Porã, já às 11 hs da manhã de lá, o equivalente a 9 hs da manhã daqui do MS. Ainda abastecemos, e saímos para pegar a RN11, que vem subindo de Santa Fé, no mesmo trevo que vai para Salta, só que à direita. Fomos indo por aquela estrada, aonde só tem fazendas de gado, em pleno chaco argentino, e a temperatura batendo nos 37 graus. Paramos para abastecer em Formosa, a 160 km de Resistencia. Depois continuamos, e depois de 100 km chegamos em Clorinda, na divisa com o Paraguay. Já eram 14 hs, e paramos para encher os tanques e os estomagos também. Comemos um lanche, e o GPS mandava a gente entrar logo à direita na primeira entrada, e passar dentro de Asuncion, para depois seguir pela estrada que vem de Cidad del Leste. Até Ponta Porã dava 550 km. Como eu já tinha ido para Asuncion no ano passado, e sabia do outro caminho, inclusive o Marco Tulio já tinha falado deste atalho, desprezei o GPS, perguntei para o pessoal do posto, e eles mandaram seguir em frente uns 9 km, que teria placa para Asuncion, e não precisaria passar por dentro da cidade. Às vezes o GPS erra, e por isto temos que rever os mapas, e ver se o mapa dele está devidamente atualizado. Neste caso, o Paraguay deixa a desejar, pois não tem mapas atualizados para baixar na internet. Andamos os 9 km, e já começamos a ver as placas, e logo chegamos na aduana. Assim que apontamos a cara perto da aduana, já surgiu um monte de ajudantes, um tipo de despachante, oferecendo serviços de ajuda, nos serviços aduaneiros, carimbo de passaporte, etc... Logo um me achou, e me levou até um guichê, com o passaporte e o documento da moto, só isto. O Gaudencio e o Hilton ficaram cuidando as motos, que foram cercadas por curiosos, perguntando tudo sobre a nossa viagem e as motos. Cambistas, turistas, guardas, etc... fiquei meio desconfiado, pois o lugar é muito feio, e o pessoal com aquela cara nada amigável... Aproveitei para fazer o cambio de U$ 50 por guarani, para abastecer no Paraguay. No último guichê, já na emigração paraguaia, o guarda me pediu tudo o que nem no Chile pediram, pra entrar no Paraguay: seguro contra terceiros, e até a carteira de vacinação internacional. Mas em uns 15 minutos já estava liberado, e assim foi com o Gaudencio e com o Hilton. Dei uns 10 pesos para o despachante, o equivalente a uns R$ 7,00 que era o que tinha me sobrado de pesos argentinos, e ele ficou reclamando que queria mais. O Hilton ainda deu mais U$ 2 pra ele. Fiz de besta, montei na moto, e fomos embora. Antes perguntei qual a rota mais rápida para Pedro Juan Caballero, e um cara disse que era só passar a ponte sobre o rio Paraguay, e na próxima "rotunda", ou rotatória, pegar pra esquerda e ir embora, sempre em frente. Seguimos, e quando chegamos na tal rotunda, já reconheci que era o caminho que havíamos feito no ano passado, com o Marco Túlio, que dá 450 km até Ponta Porã, economizando 100 km. Pelo menos esta acertamos! Seguimos viagem naquele calor de 38 graus, pelo chaco paraguaio, até o trevo de San Estanislao, aonde o GPS me fez errar de novo, entrando na cidadezinha, ao invéz de pegar à esquerda em um atalho. Meio que nos perdemos, e apareceu um cara em uma suzuki GS750F velha, de cor vinho, sem placa, com uma cara amistosa, todo vestido de cordura. Pedi pra ele aonde era a saída para Yby Yau, e ele nos levou até a saída. Seguimos então até o trevo que deveríamos ter saído, e ali abastecemos as motos, e gastei uma parte dos guaranis que tinha comprado na aduana. Lá distribuímos adesivos da viagem, pois acabamos esquecendo de distribui-los. Todo mundo que parava lá queria um adesivo também! Seguimos em frente, na estrada cheia de gente tomando tereré, e muitas motos pequenas, igual uma biz, só que sem placa e sem farol, andando pela rodovia. Todos ficavam olhando a gente passar, parecia um desfile. Logo em frente passamos acho que um dos únicos perigos da viagem. O Gaudencio estava na frente, o Hilton estava no meio, e eu atrás. O Gaudencio passou, e surgiu um porco, já grande, de uns 40 kg ou mais, e entrou na frente da moto do Hilton, para atravessar a estrada. Ele se assustou, e freou de uma vez, alicatando. A moto deu uma rabeada, dançou na estrada, e queimou o pneu traseiro, e o porco acabou de atravessar. Se ele tivesse parado, teria batido e o Hilton iria cair. Eu vi o tombo acontecer! Ficamos assustados e nervosos, e o Gaudencio nem chegou a ver nada! A sorte é que estávamos a 100 km/h, justamente por causa dos perigos desta estrada, que já conhecíamos! Seguimos em frente, sempre na mesma estrada, e já perto do trevo de Yby Yau, uns 40 km antes, paramos em um posto bonito, um dos últimos, para a abastecida final, até chegar no Brasil. A gasolina paraguaia, igual a argentina, está custando uns $ 5000 guaranis, o que dá uns R$ 2,50. Ou seja, praticamente o mesmo preço do Brasil. Só que gasolina pura, com 95 oct. Andamos mais uns 40 km, e chegamos no trevo, pegando para a direita. Ali já estava praticamente escuro, já anoitecendo. O maior perigo que passamos foram as tais motos pequenas, iguais a uma Biz, que ficavam zanzando na estrada, sem farol! É um perigo! Fomos tocando devagar, sempre com o Gaudencio na frente, pois tem o melhor farol, os 110 km restantes até chegar em Ponta Porã, e tudo deu certo. Entramos no Brasil, por Ponta Porã, exatamente às 19:45 hs de sábado, dia 28/02/2009. Fomos direto para a aduana paraguaia, e carimbamos os passaportes. Ali já liguei o meu celular, liguei para a esposa, e passei uma mensagem avisando os amigos que tínhamos adiantado o roteiro, e iríamos almoçar domingo em Campo Grande. Logo me ligou o Jorginho, avisando que iriam nos esperar para almoçar na Água Rica, um monte de gente, etc... Muito bom a gente sentir os amigos felizes com o nosso retorno! Seguimos felizes da vida para o hotel Barcelona, olhando os carros com a placa do Brasil! O Hilton conseguiu um bom desconto pra nós na diária, para aquele banho, cada um com um quarto só pra ele, para o merecido descanso. O calor daquele dia foi o que mais nos cansou! Chegar no quarto, ligar o ar condicionado, e ver a TV brasileira, é muito bom! Tomamos um banho, e descemos para jantar, no hotel mesmo. Lá tomamos uma boa cerveja Original, gelada, e conversamos sobre a viagem, e prós e os contras, etc... Incrível, mas em toda a viagem, não chegamos a sentar para tomar uma cerveja hora nenhuma, pra valer. Ou a gente iria sair cedo no outro dia, ou alguém estava mal do estomago, etc... E assim foi, conversamos bastante, jantamos um bom filé com arroz, salada e fritas, e fomos dormir, para no outro dia chegarmos em casa.
Fotos:
-No trevo de San Estanislao, aonde abastecemos e distribuimos adesivos da viagem;
-Na aduana paraguaia em Pedro Juan Caballero, na chegada no Brasil.

domingo, 1 de março de 2009

Villa Carlos Paz - Resistencia:1030 km!




Bem amigos, depois de perder tudo o que tinha escrito ontem, não sei porque, vou acabar o blog, continuando do dia 27/02, sexta feira, saindo de Villa Carlos Paz e chegando até Resistencia. Este foi o trecho mais longo da nossa viagem, totalizando 1030 km de uma cidade a outra! Realmente não esperávamos tal distância, e tudo aconteceu naturalmente, por acaso do destino. Villa Carlos Paz não foi tudo o que eu esperava que fosse. É uma cidade de uns 100 mil habitantes, a meu ver, de veraneio, pois fica às margens de um grande lago, e a apenas 30 km de Córdoba, ligada por pista dupla (Autopista). Ou seja, em 15 minutos vc está em Córdoba. Na beira do lago, tem uma avenida, com vários bares, restaurantes, clubes de regata, etc... Que devem ferver nos finais de semana e feriados, pois Córdoba é a segunda maior cidade da Argentina, com 3 milhões de habitantes. Saímos do hotel às 8 da manhã, depois do café da manhã, que foi um dos melhores da viagem. O nosso amigo Claudio, o gerente do hotel e motociclista, tinha me ensinado como sair da cidade, muito fácil, e como contornar a cidade de Córdoba. Se bem que o GPS foi certinho, e fez tudo como devia. Saimos de lá, com uns 20 graus de temperatura. Perto de Córdoba, chegamos em um "Peaje" e após entramos à direita, percorrendo uma avenida ao lado da base aérea argentina. Depois pega-se novamente à direita, já em um macro anel rodoviário, e segue-se por ele, até chegar a saída para San Francisco, uma das últimas, a uns 15 km. Ali vi a placa para Buenos Aires, a apenas 700 km de distancia, ao sul. Entramos em uma pista simples, com destino a San Francisco e Santa Fé, e começaram as cidadezinhas, a cada 50 km mais ou menos. Sempre tem uma curva acentuada à esquerda e outra à direita, antes e depois de cada cidade, como que para frear a toada dos carros. Em Arroyito, já na saída da cidade, tinha um carro velho na nossa frente (e como tem carro velho na Argentina! Carros com 40 anos!), e Hilton ultrapassou pela direita, em uma avenida com terceira faixa. Eu fiquei atrás do carro, colado, pra ele abrir e eu ultrapassar também. Só que na Argentina eles não abrem pra vc passar, de jeito nenhum. Então eu resolvi passar assim mesmo, pela esquerda, é claro, mesmo com faixa contínua, já que o tal carro estava andando a 20 km/h. Quando acabei de passar, surgiu do nada dois guardinhas da policia de transito local, que estavam mocozados em uma sombra, e nos mandaram parar. Paramos, e o mais alto, fumando um cigarro, começou a me falar que eu estava errado, que não poderia passar em faixa dupla, etc... Falei que a pista tinha duas faixas, e que o carro não abria para ultrapassagem, e ele disse que eu poderia ter passado pela direita. Então pediu meu RG e CNH, e documento da moto, olhou, e disse que a multa seria $700 pesos argentinos (uns R$ 500,00!), e que eu teria que acompanha-lo até a delegacia, e pagar no ato. Eu me assustei, disse que não tinha tanto dinheiro, e na lata ele disse: me dê $100 que tá tudo certo! Olhei, pensei, e já que estava errado, paguei, e fomos embora. O Gaudencio e o Hilton nem viram ele me cobrar. Depois contei pra eles. Mais um episódio da corrupta policia argentina! Eu não sei se a multa seria isto mesmo, e depois fiquei pensando se poderia ter pago menos, mas na hora, achei que foi a melhor solução, e queria sair dali, pois estava um calor danado. A estrada entre Córdoba e Santa Fé, foi aonde realmente vi muita agricultura e pecuária, fazendas, e plantações de soja e milho. Abastecemos uma vez, e chegamos em Santa Fé às 13:30 hs, depois de andar 370 km em 5 horas de viagem! Paramos em um posto na entrada da cidade, abastecemos, e fizemos um lanche. A nossa idéia era atravessar o rio, por um túnel, que queríamos conhecer, e subir até Resistencia pelo outro lado do rio, mesmo sabendo que era um pouco mais longe. Calculei que seria uns 80 km a mais. Fomos, pegamos um anel viário, pois Santa Fé é grande, dizem que tem quase 2 milhões de habitantes. Não deu pra ver a cidade. Começamos a atravessar pontes e mais pontes, até chegar no tal túnel, que deve ter uns 1000 metros de comprimento. Antes de atravessar o túnel, tem um pedágio de $3 por carro ou moto. Atravessamos, eu parei a moto, e pedi ao GPS para fazer o roteiro até Resistencia. Ele me mandou voltar pelo túnel. Como a gente iria subir pelo outro lado, esqueci o GPS e começamos a ir pelas placas mesmo, rumo ao norte. Depois que andamos uns 80 km, pedi novamente pra ele calcular a rota até Resistencia, e ele calculou por aquele caminho. Só que disse que chegaríamos lá às 22 hs! Olhei na distancia, e deu 575 km! Parei a moto, e disse aos companheiros: vamos dar uma volta de quase 150 km, por causa do tal túnel! Já que não tinha mais jeito, continuamos, em um calor infernal, quase 38 graus, até chegarmos em uma barreira na estrada, que estava em reforma! Mais esta! Andamos acho que uns 5 km em terra batida, com um pouco de cascalho, e outra barreira. E assim foi por uns 60 km mais ou menos. Depois acabou, e tocamos mais uns 80 km para abastecer em La Paz. Andamos mais 200 km, e paramos de novo para abastecer em Goya. Dali até Resistencia eram 220 km. Saimos do posto em Goya, da rede ACA (Automóvel Clube Argentino), já escurecendo, passando das 8 da noite. Atropelei uma codorna, e ela ficou presa dentro da moto, até perto de Corrientes! Quando anoiteceu, o bom foi que refrescou bastante, com a temperatura caindo para 28 graus, e ficou melhor pra viajar. Coloquei o Gaudencio na frente, pois a moto dele tem o melhor farol, e fomos tocando devagar, a 110/120 km/h. Assim fomos tranquilos, e chegamos em Corrientes às 23 hs horário local, que é uma hora a mais do que Córdoba. Fomos direto para o hotel Covadonga, que tínhamos ficado na ida. Chegando lá, tinha um fdp de um cara, que não queria que a gente ficasse no hotel, pois não tinha estacionamento para as motos, era muito mais caro do que tinha cobrado na ida, e ainda para pagar com cartão de crédito ficava mais caro ainda! Fomos para outro hotel que o GPS mostrou, e lá tinha vaga, era mais barato, e tinha estacionamento. Ficamos lá mesmo. Ainda tomamos banho, e descemos pra comer, já passado de meia noite! Fomos dormir depois da 1 da manhã, totalmente esgotados, depois de rodarmos 1030 km! O hotel era velho, mas tinha ar condicionado e uma cama muito boa, acho que pelo cansaço! Apesar de rodarmos tanto, o engraçado é que estávamos animados, dando risada. O psicológico estava bom! Quase não tirei fotos desta etapa, pois a paisagem não tinha nada de especial. Nem do túnel, pois não dava pra parar na entrada dele. Abraços!
Fotos:
-Abastecimento em um posto de La Paz, entre Paraná e Corrientes.

Quem sou eu

Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brazil
49 anos, casado, zootecnista, empresário e motociclista.