quarta-feira, 22 de abril de 2015

Últimos dias: Salta a Campo Grande

À noite fomos todos jantar no Dna Salta, perto da praça central de Salta. Ali é um lugar que temos que ir, quando estivermos em Salta! É o centro da cidade, com cafés, bares, restaurantes, lojas, artesanato, camisetas, presentes, enfim, está tudo ali. Além disto tem a catedral, muito bonita, e a praça. Compramos algumas coisas, e fomos jantar. O ambiente no Dna Salta é muito aconchegante, rústico e de bom gosto. Sentamos cada 4 em uma mesa, e fomos conversar, pois seria a nossa última noite ali, e o início do retorno da viagem. Durante o jantar, conversando com o Renato Lopes, eu, Capitinga e Padilha resolvemos ficar mais um dia em Salta, para descansar e visitar a região. Talvez irmos em Cafayate. Sem problemas, pois o grupo é grande, todos já experientes, tem GPS, e já conhecem o caminho de volta. Foi uma decisão acertada, pois estávamos muito cansados, e na programação anterior seria o dia de descanso em San Pedro do Atacama.
Depois, já de volta no hotel, ficamos conversando até mais tarde, tomando um vinho. Foi bom.
O Jardim já havia saído na quarta, para retorno solo. Gilson, Janio e Giovany seguiriam na quinta cedo rumo a Roque Saenz Pena, e nós iríamos na sexta cedo, direto a Assunção, no Paraguai. Todos chegaríamos no sábado em casa, alguns mais cedo, e outros mais tarde.
O Renan, que estava em San Pedro do Atacama nos esperando, e veio para Salta, teve problemas elétricos com a moto dele, e estava aguardando o guincho em Purmamarca.
Na quinta cedo, ainda no quarto, ouvimos o barulho das motos saindo, por volta das 8 hs da manhã.
Acordamos, e ainda conversei e me despedi do Renato e do Vitor Hugo, que estavam saindo, também rumo a Roque e Resistencia. Após o café, nos despedimos do Amin e do Amado, que voltaram para Catamarca.
Eu queria ir em Cafayate, mas acabamos indo no centro da cidade, de moto. Primeiro fomos na BMW saber do Renan e se já havia chegado, mas ele nem a moto haviam chegado. Ainda estava aguardando o guincho em Purmamarca. Ele acabou chegando no final da tarde. Era somente a bateria da moto que deu um curto, e no outro dia já saiu.
Fomos então no centro, visitar o museu de alta montanha de Salta. Muito legal, as 3 crianças Incas que acharam congeladas, e toda a história por traz da cultura da região. Ficamos por lá até a hora do almoço. Depois voltamos ao hotel, almoçamos, e resolvemos então iniciar o retorno, e andar uns 250 km, já adiantando um pouco o longo trajeto cheio de retas e calor do chaco argentino, até Assunção. Fizemos o check-out e saímos por volta das 15 hs do hotel, com plano de dormir em Embarcacion.
Pelo celular vi que o trio (Gilson-Janio-Giovany), haviam errado o caminho, e estavam em Tucuman, dando volta de uns 300 km a mais... Não sei aonde erraram, mas depois pensando, o mais correto seria terem saído junto com o Renato Lopes, pois foram para o mesmo rumo...
Chegamos em Embarcacion 17:30 hs em uma tocada só (250 km), e resolvemos dormir ali mesmo, já que não tinha cidade melhor mais próxima do que 250 km, e não queríamos rodar à noite. Pegamos um ótimo hotel, muito bom. Tomamos um banho, atualizei o blog, e depois fomos caminhar na praça central da cidadezinha. Jantamos no hotel mesmo, último bife de chorizo da viagem... Muito bom!
No outro dia, acordamos cedo, ainda escuro, estava garoando. Arrumamos tudo, tomamos o desayuno, e saímos com o dia amanhecendo. A estrada, quase só retas, cheia de bicho solto, quase atropelei um cachorro logo de cara, e o Padilha, que estava atrás, atropelou um leitão, mas graças a Deus não caiu nem houve nenhum prejuízo na moto. Só o susto mesmo! Seguimos a 120-130 km/h que foi a velocidade padrão da viagem, e que aliás já defini como a minha velocidade de cruzeiro faz tempo, pela segurança, além da economia da moto, que faz 16 km/litro nesta tocada.
Fizemos 3 paradas até Assunção (Ing. Guillermo N, Juarez, Ibarreta e Clorinda). Em Clorinda, abastecemos e seguimos para a aduana. Estava vazia, e fizemos tudo em menos de 15 minutos. Seguimos para Assunção, eram 14 hs mais ou menos, e fomos direto para a concessionária BMW Garden, que inclusive mudou de endereço, agora fica na Av. Mariscal Lopes. Chegamos lá, um calor danado, transito muito travado, as motos esquentando, e ainda a minha moto vazando gasolina... Perguntei para o chefe da oficina se tinha a peça da minha moto, e ele disse que sim, apenas uma. Nem pensei muito, comprei a peça e autorizei a troca imediata, pois estava vazando muito e com perigo. Ficamos lá esperando, não gastou nem uma hora. O Capitinga e o Padilha ficaram olhando acessórios, e compraram algumas coisas. Depois fomos na Touratech de Assunção, loja pequena mas tem bastante coisa de viagem para big trail, bem interessante. Não tinha nada pra minha moto. Depois fomos procurar um hotel. Ficamos em um perto da saida, Los Alpes. Barato e bom!
Tomamos um banho, e fomos de taxi jantar. Fomos em um bar temático de rock, muito bom!
Ficamos lá até as 10 hs, e voltamos, pois no outro dia queríamos chegar em casa.
Saímos de Assunção às 8 hs. Caminho já velho conhecido, paramos para abastecer duas vezes, uma no posto ao lado da churrascaria Boi na Brasa, de um brasileiro (gaúcho), e depois em Yby-Yau, coloquei o resto de guarani que tinha. A minha moto não estava marcando no painel a autonomia nem quantos litros tinha no tanque. Quando chegamos em Ponta Porã, era meio dia, fomos na aduana, e depois enchi o tanque, já no Brasil, aí deu certo. Devia ser ar no tanque ou algo assim.
Almoçamos na Casa China, e seguimos para Campo Grande, por Dourados.
Paramos em Rio Brilhante, e depois em Anhandui, na Agua Rica, pra tomar água, pois o calor estava muito forte.
Cheguei em casa era 17 hs. Graças a Deus foi tudo certo! Mais uma aventura concluida!
Esta viagem foi marcada por eventos fora do normal, tirando quase tudo fora da programação que tinha feito, mas graças a Deus nada de pior aconteceu, e todos estão bem. Foi uma viagem difícil, desde os eventos da natureza, que impediram o nosso acesso aos Pasos, problemas na moto, cansaço, e depois a subida a Abra del Acay, realmente muito difícil. Mas conseguimos concluir, de Cachi até Susques! Valeu a pena!
Em cada viagem você aprende uma coisa. Viagem com muita gente é mais complicado, pois a chance de dar problema é maior. Isto já aprendi.
Outra coisa: quando acontece alguma coisa fora do normal, algum problema ou situação de risco, nesta hora temos que tomar decisões nem sempre fáceis, sob pressão, stress, e temos que estar preparadas para elas. As reações das pessoas às situações adversas, cada um tem uma reação, e as vezes o que pra mim é normal, para outro é uma tragédia, e por aí vai... O importante é aprendermos com os erros, continuarmos na estrada, com as nossas amizades, que fizemos ao longo desta longa estrada... As amizades são especiais, e isto fica. Às vezes uma experiência cheia de stress e sofrimento para um foi diferente para outro. Vivenciar estas experiências, é único! É o que teremos pra contar daqui uns anos, é o que nos move, é a vida!
Um grande abraço e até a próxima!
Entre Jachal e Belen, na Ruta40


Entrada de Cafayate por Amaicha

Vinícolas e Bodegas por toda parte!
Catedral de Cafayate

Trecho entre Cafayate e Cachi

Ripio bom e companherada concentrada!

Chegada no Martin

Praça de Cachi

Em frente bar do Martin

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Dia 07: Cachi a Susques! Seria um desafio?!

Esta viagem parece que estava marcada para mudar a cada dia do roteiro programado, pois a cada dia uma nova surpresa! Os Pasos que queríamos passar estavam fechados, e os que podíamos passar, limitados a horários em que não foi possível fazer. Resumindo: não fizemos paso algum nesta viagem, nem mesmo o de Jama! Vamos voltar antes do programado. Estamos em Salta agora. Bem, vamos ao dia de ontem...
Ontem foi sem dúvida um dos mais difíceis e complicados trechos que já fiz de moto até hoje... Lindas paisagens, montanhas, vulcões, vales nevados, etc... Mas foi MUITO difícil... A altitude torna tudo mais difícil ainda, pois você perde um pouco do raciocínio, e só quer chegar logo ao destino.
Acordamos 7:00 hs da manhã, ainda totalmente escuro, para sair às 9:00 hs, como foi combinado no dia anterior, lá no bar do Martin. Lá no bar estavam também o amigo Renato Lopes e o seu amigo Vitor Hugo, e também o Kevin, um americano amigo do Martin, do Colorado, que mora há 2 anos em Cafayate, perto de Salta. Ele tem uma GSA e também iria nos acompanhar na subida ao Abra el Acay. Ficamos então em 12 pessoas, pois o Martin também iria.
Saímos de Cachi exatamente 9 hs, e vinte minutos depois estávamos em frente à estrada de rípio, que iria nos acompanhar até Susques, pela Ruta40. Rípio bom logo na saída, e fomos indo, todos juntos. Uns 20 km depois, tinha uma santa, na beira da estrada, e o pessoal estava parado lá tirando foto. Parei um pouco, e segui na frente. Logo alcancei o Kevin, que tinha saído na nossa frente, e estava nos esperando. Segui mais um pouco, e encontrei o Ravedutti e o Capitinga parados em frente a um escola, e logo à frente na estrada uma faixa de caminho interrompido. O Padilha estava indo junto comigo. Eu passei eles, o Padilha e o Capitinga foram atrás, e o Ravedutti ficou um pouco pra trás. Foi a última vez que vi ele e o restante do grupo ontem. Depois explico... Seguimos eu, Capitinga e Padilha por aquela estrada “interrompida”. Logo atravessamos um pequeno riacho (degelo de neve)o, depois mais um, e mais outro, e mais outro, somando 5 ou 6 travessias, fundo de pedra, algumas partes fundas, barranco alto, e fomos indo... Logo surgiram algumas erosões com água, em curvas, e a coisa foi piorando, e subindo, já estávamos a mais de 4 mil metros. Em uma das curvas tipo cotovelo, tinha uma erosão com água corrente, e um buraco muito fundo, com barranco alto para passar. Coisa de só carro 4x4 passar mesmo. Parei a moto e avaliei a situação, em cima de um monte de terra fofa com pedra. O Capitinga foi entrando na água, e já não conseguiu passar, pois está de Versys1000, com pneu esportivo, liso. O Padilha desceu da moto e ajudou a subir, e deu certo. Depois fui eu, que passei, com a ajuda do Padilha tbm. Depois foi a vez do Padilha, que tbm passou. Esperamos um pouco o grupo nos alcançar, e nada. Inclusive troquei o pano que está segurando o vazamento de gasolina, e nada do pessoal aparecer. Resolvemos ir em diante, pois já não tinha mais como voltar, e a altitude estava judiando demais... E fomos encarando aquela estrada, subindo e subindo cada vez mais. Lhamas, vales e neve foram aparecendo. Em cerca de 1,5 horas, depois de uns 110 km, chegamos ao cume, o famoso Abra El Acay, o ponto mais alto da ruta40, a mais de 5 mil metros de altura! Ficamos um pouco ali, tiramos fotos, filmamos, muito vento e frio, e tocamos em frente, rumo a San Antonio de Los Cobres, mais ou menos 40 km de distancia, só que agora descendo, mais fácil, e a estrada melhorou, com algumas retas. Chegamos em San Antonio, o Capitinga abasteceu, e fomos procurar um lugar para comer alguma coisa. Não achamos nada que valesse a pena. Paramos na rua mesmo, e comemos umas bolachas e tomamos água. Até ali foram 160 km. Seguimos rumo a nova ruta40, para o viaduto Polvorilla, conforme orientação do Martin. Andamos uns 6 km à esquerda de San Antonio, e entrei à direita, na placa para o viaduto. Depois de uns 6 km, tinha um índio parado na estrada, fazendo sinal para parar, mas eu segui em frente. Coisa estranha aquilo! Estava falando o tempo todo pelo rádio Scala Rider com o Padilha, aliás coisa muito boa nestas viagens, foi este rádio. Logo chegamos no viaduto Polvorilla, paramos para tirar umas fotos, tinha um grupo de ciclistas por lá, da Suiça, eu perguntei para onde era a estrada para Susques, e a moça que atendia em uma loja de artesanato me disse para ir em frente, passar embaixo do viaduto e seguir, faltavam 110 km de rípio.
Seguimos ali, uma estradinha bem estreita, pequena, mas gostosa de fazer. Depois de uns 10 km, chegamos na ruta40, com direito a placa e tudo. A estrada melhorou absurdo, e com mais retas. Já cansados, começamos a andar um pouco mais rápido, mas dentro do limite de segurança, é claro! Logo avistei um vulcão, parei pra tirar fotos, e segui. A estrada realmente muito bonita! O maior problema, é que depois das retas, tem umas baixadas com água e areia, e às vezes não tinha como freiar, e passávamos direto... E fomos indo. Muito cansados, chegamos em Susques às 15:40 hs, depois de mais de 6 horas de pilotagem. Paramos no posto Pastos Chicos pra comer e tomar um café, banheiro, etc... Estávamos só poeira! Rsrsrs... Lá entramos na rede wifi, e não tinha mensagem alguma no grupo. Estávamos lá, eu, Padilha e Capitinga, sem saber aonde estava o resto do grupo, se estavam vindo, se tinham dado a volta por Salta, ou não... Mandamos um recado, e nisto, o dono do restaurante/hotel, chamado Pablo, disse que não poderíamos atravessar a aduana para o Chile, porque estavam fechando às 15 hs, por causa da neve. E já era passado das 16 hs... E agora?! Pensei um pouco, e resolvemos ir dormir em Purmamarca, a 136 km dali. Já eram 16:45 hs. Seguimos por sobre a cordilheira, passamos pela Salina Grande, tiramos foto, e depois descemos os caracoles antes de Purmamarca, coisa linda, tinha um pouco de neblina, mas nada preocupante. Chegamos em Purmamarca passado das 18 hs. Ali é um lugar que já havia passado duas vezes, e sempre tive vontade de dormir. Vi um hotel pelo GPS, chamado Casa de Adobe, na beira da rodovia, e foi ali mesmo... Paramos, tiramos as coisas, e entramos na rede wifi. Ali soubemos o que tinha acontecido, o pessoal estava em Salta, pois o Paso de Jama estava fechado e não tinha como continuar, além disto o dia foi puxado além da conta, e todos estavam muito cansados.
Pegamos uma cabana para 4 pessoas, muito boa, tomamos um banho, e fomos jantar ali perto, à pé mesmo. Ótimo jantar, e voltamos para dormir, completamente exaustos com a puxada do dia! Mas estranho, mesmo cansado, acordei várias vezes durante a noite, não sei se por preocupação ou pelo ar seco da região. Os hotéis aqui não tem ar condicionado, só calefação, pois é muito frio à noite.
Hoje acordamos mais tarde, 7:30 hs, e seguimos para Salta. Eu esqueci o cartão SD com todos os vídeos de ontem no hotel, e tive que voltar pra buscar, de Jujuy... Chegamos em Salta quase 13 hs, por El Carmen.
O pessoal já estava acomodado no hotel Portozuelo, desde ontem, e nos esperava para o almoço. O Amin já foi nos receber, agilizou tudo, e fomos almoçar, e colocar as conversas em dia! Gozações, risadas e muitas histórias pra contar!
Uma frase, que eu tirei de um texto do Marco Tulio, e coloquei na camiseta da viagem, resume tudo o que passamos: "Não sei como será o amanhã, e isto é bom! O inesperado põe à prova a nossa fé e renova a nossa esperança."
Resolvemos ir embora amanhã (quinta), e chegar em casa no sábado mesmo.
Estamos todos bem, graças a Deus, e iniciaremos o retorno, quero ver se conseguimos voltar por outro caminho, para mudar o caminho um pouco e sair do Chaco. Vamos ver. Outra opção seria pela ruta81, saindo em Formosa.
Vou tentar atualizar o blog durante a viagem.

Abraços a todos!
Saída do hotel ACA em Cachi

Preparando para mais uma travessia

Sem empurrar não vai...



Abra el Acay, a 5 mil metros, estrada mais alta da Argentina!

Viaduto Polvorilla, aonde passa o trem de las nubens

Na Ruta40

Vulcão ativo, entre SA Los Cobres e Susques. Show!


Salinas Grandes, entre Susques e Purmamarca

Caracoles de Purmamarca

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Dia 6: Belén a Cachi: dia de treino de rípio...

Hoje combinamos de sair mais tarde um pouco, às 8:00 hs. Amanhece às 7, arrumamos as motos, tomamos o desayuno, e às 8 em ponto saímos para abastecer, pois ontem não teve tempo. Fila novamente... Eu e o Padilha não abastecemos, pois até Santa Maria seriam só 200 km e tínhamos autonomia de sobra, além disto, eu não estou querendo encher muito o tanque da minha moto, para evitar aumentar ainda mais o vazamento.
A ruta40 neste trecho é maravilhosa, um cartão postal atrás de outro, são vales e mais vales, vinhedos, cidadezinhas, vilas, montanhas cada uma de uma cor e de uma forma diferente! Valeu muito a pena passar por aqui! Chegamos em Santa Maria lá pelas 10 hs, o Amin foi direto para uma oficina de moto, pra trocar o pneu dele, e o Jardim resolveu trocar a transmissão da moto dele tbm, além do óleo e do pneu. O restante da turma, fomos para um café e ficamos ali por umas 2 horas, comemos algumas empanadas, café com leite, etc...
Logo o Amin apareceu. Fomos abastecer, lá passado do meio dia, quase 13 hs, e resolvemos dividir o grupo, uma parte seguiu para Cachi e 3 ficaram esperando o Jardim (Padilha, Ravedutti e Giovany). Seguimos pela R40, até Cafayate, a estrada ficou mais bonita ainda! Perto de Cafayate, começam as vinícolas e bodegas, uma atrás da outra! Paramos na praça central da cidade, pra tirar foto, e vários turistas nos cercaram para conversar, inclusive um casal de brasileiros, que conhece a Argentina inteira. Ficamos ali uns minutos, fotos, e seguimos para Cachi. São mais 20 km até San Carlos, e começa o ripio, 130 km, até Cachi. Paramos para murchar os pneus, e “programar” as motos, suspensões, desligar o ABS, controle de tração, etc... O Amin e o Amado seguiram direto, sem mexer em nada. O Amin anda de KTM990, que é a melhor moto do mundo para fazer off road, então sem comentários... Além disto ele tbm é um ótimo piloto.
Fomos pelo rípio, muito bom, estrada top mesmo, recém cascalhada. O problema são as curvas, que tem bastante. Mas as paisagens são espetaculares, são pequenas cadeias de montanhas, chamadas por aqui de “quebradas”, cada uma de uma cor e formato diferente. Paramos algumas vezes para esperar os amigos, e fomos indo. Fui na minha tocada, o Capitinga logo atrás de mim, o Amin e o Amado ficaram para trás, e o Gilson e o Janio mais pra trás. Ripio é fácil de andar, mas é traiçoeiro, tem que tomar cuidado, principalmente nas curvas e partes mais soltas.
Andamos bem, logo o Ravedutti e o Amin me passaram, a milhão, os caras tocam muito no ripio, e eu fui na minha tocada 60/80 km/h, nas curvas devagar, nas retas abusava um pouco mais. Fiz os 130 km em 2,3 horas. Cheguei em Cachi fui direto para o bar do Martin, que estava dormindo, e acordou na hora! Kkk! Fomos todos chegando e parando lá, na frente do bar. Tomamos a sagrada cerveja SALTA, e ficamos ali conversando, cada um contando a sua história, e combinando para a noite e para o dia seguinte.
Amanhã vai ser um dos dias mais punks, vamos subir a Abra el Acay, a parte da ruta40 mais alta, quase 5 mil metros, além de ser rípio. Depois vamos até Susques, e seguir para San Pedro de Atacama, pois estamos com hotel reservado lá.
Bem, vou descer para o Oliver Resto Bar agora, me desculpem! Kkk!
Não postei foto ainda, porque em todos os hotéis, a internet está muito lenta!
Vou tentar deste aqui (Hosteria ACA), que está um pouco melhor, mas tbm não é grande coisa!

Um grande abraço a todos!

Dia 5: Jachal, Agua Negra & Ruta40!

Acordamos bem cedo, ainda escuro, apesar de 6:00 hs da manhã. Aqui, devido ao fuso, o dia amanhece às 7:30 hs. Roupa de frio, segunda pele, forro da jaqueta, etc... Saímos do hotel, que já estava pago, e não tinha café da manhã, para tomarmos o desayuno em um posto YPF/ACA ali perto. Mas o posto estava fechado ainda. Seguimos para Rodeo, a cerca de 50 km dali. Pegamos aquela estradinha cheia de curvas e pirambeiras, me lembrei na hora do ocorrido com o Pintado, que atropelou uma pedra e teve que tirar e desamassar a roda da moto dele, exatamente nestas condições: sair muito cedo, ainda escuro, e pegar estrada cheia de curvas... Mas nada aconteceu desta vez, graças a Deus! O dia amanheceu quando estávamos chegando em Rodeo, aquela vista maravilhosa do gigante, a cordilheira dos Andes! Cheia de neve, ao fundo o Paso Agua Negra. Paramos em um hotel Termal (aqui tem um monte...), para tomar o café, ótima dica do Amin, e deu certo. Pagamos $60 pesos cada um. A noticia ruim é que a minha moto começou a vazar gasolina novamente... O Jardim colocou uma flanela em cima do vazamento, para não respingar gasolina no motor, e toquei assim mesmo. Até que ficou bom! Pelo menos parou de espirrar gasolina, mas o cheiro está muito forte!
Depois do café, seguimos para o Paso Agua Negra, para fazer o bate e volta combinado. A aduana estava fechada, e o guarda que estava lá nos liberou. Rodamos mais uns km, e paramos para tirar umas fotos. Seguimos em frente, sempre subindo, com aquela vista estonteante da cordilheira à nossa frente. Tudo asfaltado até a gendarmeria. Novamente paramos e o guarda nos liberou, para irmos “até aonde a neve deixasse...” Ou seja, não está passando para o Chile mesmo! Fomos, logo o asfalto acabou, e pegamos um ótimo ripio. Quando vi já estava marcando zero grau, e quase 4 mil metros, e subindo! Fomos até um portal, com uma placa anunciando o túnel que irão fazer, não sei quando, ligando a Argentina com o Chile. Paramos, juntamos a turma, descemos, deu aquela tontura típica da altitude, fotos, e resolvemos tocar um pouco mais, para ver mais neve. E fomos indo, até o ponto em que não dava mais, pois a neve tomou a estrada. Voltei, paramos para mais fotos e fotos.
Fomos de volta a Jachal, não sem antes bater a foto oficial da viagem, com direito a oração e tudo o mais. Foi muito bom!
Chegamos em Jachal de volta, já era passado do meio dia. Tiramos as roupas de frio, abastecemos e comemos alguma coisa no posto mesmo. Aqui tem uns lanches gelados, sanduiches frios de “Jamon com queso”, que comemos acompanhado de café ou um suco. Este foi o nosso almoço hoje! Seguimos pela ruta40, sentido Chilecito. Este tramo da ruta40 eu já conheço, passamos lá em 2013, tem aquelas ondulações para passar a água da chuva, algumas tem um pouco de terra, outras tem agua, e a maioria estão limpas e secas.
Tomei um susto em uma curva, entre Jachal e Guandamol, quase cai, passei direto em uma curva, mas consegui voltar para o asfalto. Foi quase!
Chegamos em Chilecito cedo, 16 hs, e resolvemos tocar até Belén, a 230 km dali. Estamos em Belén, em plena ruta40. Aliás, hoje rodamos quase só na ruta40, e amanhã será igual, até Cachi.
Está tudo bem, graças a Deus! Estamos fazendo uma viagem muito simbólica e importante, puxada, em uma região única, e muito bonita!
Que Deus nos abençoe e proteja!

Continuem conosco!

sábado, 4 de abril de 2015

Dias 1, 2, 3 e 4: Nada tem valor se não houver alguma dificuldade em conseguir...

Dias 1, 2 e 3: Campo Grande a Catamarca: 1950 km
Dia 1: Na quarta, dia 01, o combinado era sair depois do almoço, e dormir em Ponta Porã. O Capitinga, Ravedutti, Gilson e Janio foram de manhã, as 9:00 hs, os apuradinhos... Eu, Padilha e Jardim saímos 11 hs, e o Giovany saiu depois do almoço. Saímos todos esparramados. Na verdade esta primeira perna é mais pra quebrar a ansiedade da viagem. Começa a contar mesmo à partir de Ponta Porã.
Em Ponta, Fizemos o permisso pra entrar no Paraguay (carimbo no passaporte), e cambio, cada um trocou R$100,00 em guarani, quantidade suficiente para atravessar os 450 km do Paraguay, abastecer uma vez e fazer um lanche. Também tinha a idéia de fazer um pouco de cambio (US$300,00) de peso argentino, mas resolvemos deixar pra fazer na aduana.
Fomos até a Casa China, sempre tem alguma coisa pra comprar, pilha, adaptador de tomada, cartão de memória, etc... Comemos lá mesmo, e fomos dormir cedo, no hotel Barcelona.
Era para ficarmos em 3 aptos triplos, mas no final o Pintado desistiu da viagem, e ficamos em 8 pessoas, portanto a melhor acomodação vai ser 4 aptos duplos.
Estamos eu e o Padilha, Capitinga e Janio, Giovany e Jardim e Ravedutti e Gilson.
Dia 2: Na quinta, acordamos 5:15 hs, ainda escuro. Arrumamos tudo, e fomos tomar o café, que começa às 6:00 hs. Café tomado, conseguimos a proeza de sair às 6:30 hs. Tempo friozinho, 20 graus, bem gostoso pra andar de moto. Na verdade o dia todo foi bom, mesmo no calor do chaco, não passou dos 31 graus.
Atravessamos o Paraguay parando pra abastecer apenas uma vez perto de San Estanislao. Na verdade o melhor local pra parar seria na churrascaria Boi na Brasa, que é de gaúcho, pois fica bem no meio do caminho (+-240 km), e tem o posto e restaurante do lado. Mas acabamos abastecendo um pouco antes, em um ótimo posto Petrobrás, novinho.
Paramos em Emboscada para comprar umas chipas, pra tapear a fome, e seguimos para a aduana. Estava LOTADA de carro, pois era quinta-feira santa, feriado no PY. Uma das vantagens de andar de moto é esta: furar fila de carro! Rsrsrrs... Seguimos ao lado dos carros, até a aduana. Fizemos rapidinho, não gastamos meia hora. Logo na saída, fiz cambio de US$100,00 só pra abastecer, até RS Peña.
Calor danado, paramos em Clorinda pra abastecer e lanchar. Tinha fila pra abastecer... Tivemos que esperar. Ali é a metade do caminho, de Ponta Porã até RS Peña. Ainda tinha muita estrada pela frente... Seguimos pelo Chaco Argentino, altitude média entre 60 a 70 metros, abafado. Sempre mantendo os 120-130 km/h, a tocada que eu mais gosto, sem parar muito, a coisa rende. Depois de Formosa, paramos antes de Resistencia pra abastecer e lanchar. Hoje fiquei só no Gatorade e quase não comi nada.
Saímos para a última pernada, de 170 km. Sol na cara, muito ruim de andar. Duplicaram uma parte da saída de Resistencia para Roque Saenz Pena. Arrumaram o asfalto tbm, recapeado, está bem melhor do que antes. Chegamos ainda com sol em Roque, abastecemos, e fomos para o ótimo hotel CASINO ATRIUM GLALOK. Fizemos o check-in, banho, baixar email, ver as mensagens, etc... Haviam dois amigos de SP, com duas GS1200 indo para o Atacama, no hotel. Ficamos conversando e trocando idéias de roteiros, viagens, etc... Como sempre, os assuntos de moto, fluem muito bem! Fomos jantar lá mesmo no hotel, aliás um ótimo bife de chorizo com salada, acompanhado de uma cerveja Patagonia.
Fomos dormir, já era passado das 22 hs, eu apaguei, cansado, pois rodamos hoje quase 900 km (888 km do Hotel Barcelona até a porta do Hotel Atrium Glalok).
Dia 3: Na sexta-feira, o Padilha acordou 5:30 hs, horário argentino, totalmente escuro ainda! Acabei acordando também, e descemos para ir arrumando as coisas, e esperar abrir o “desayuno”, que começa 6:30 hs. Tomamos o café, arrumamos as coisas, e fomos esperar o restante do pessoal descer. O combinado era sair entre 7:30 e 8:00 hs, no máximo. O Janio, já reclamando, apareceu por último. Ele tinha deixado a moto lá fora, não guardou no estacionamento, e ainda deixou destrancada! Colocamos a moto dele dentro da garagem, escondida, de sacanagem. Rsrsrs... Ele logo achou, arrumou tudo, e saímos do hotel exatamente 8 hs.
Seguimos pelo chaco, logo após Roque, roda cerca de 40 km, segue direto no trevo, não pega para Salta. Abastecemos em Quimili, e fizemos um lanche. Depois de Suncho Corral, tem aquela parte com uma pista só, mas já estão acabando de asfaltar tudo. As pombas pelo caminho, sempre incomodando, mas não tanto como da outra vez, em que uma bateu no meu capacete e quase me derrubou! Desta vez tinha menos. Chegamos em Santiago del Estero, já meio dia, com a idéia de abastecer e “almoçar”. Abastecemos, mas o posto muito ruim, não tinha como comer nada. Seguimos em frente, pra comer algo mais pra frente. Esquecemos que era sexta-feira Santa! Tudo fechado! Seguimos mais uns 100 km à frente, e em Lavalle, paramos no trevo, e comemos no posto à esquerda. Eu, o Janio e o Gilson, comemos um pollo com ensalada.
Seguimos para chegar logo em Catamarca. Graças a Deus, começaram as curvas, a estrada melhorou muito, pois já não aguentávamos mais tanta reta! Logo chegou aquela serra antes de Catamarca, e as curvas de alta. Com os pneus Mitas, não dá pra fazer muita graça, mas deu pra brincar um pouco. Paramos uns 30 km antes, pra esperar o pessoal que ficou pra trás. Senti um cheiro de gasolina, e o Capitinga viu que estava manchado de gasolina ou óleo logo abaixo do tanque, do lado esquerdo, na carenagem da moto. Parecia ser óleo da embreagem. Mas não era... Era gasolina mesmo. Fiquei em pé na moto, e vi que tinha muita gasolina acumulada em cima da bomba de gasolina do lado esquerdo. Gelei na hora! Estas coisas acontecem, você já pensa: será que a minha viagem vai acabar? Fiquei ali, pensando, sem saber o que iria acontecer, e até com medo de pegar fogo na moto! O Amim e o Amado foram nos receber, de carro, uns 20 km antes de Catamarca. Foram nos acompanhando, até o hotel. São ótimos amigos, sempre muito atenciosos! Assim que cheguei no hotel, já falei com o Amim sobre o problema na moto. Já tinha pensado: amanhã vou pra Tucuman (250 km de Catamarca), e arrumo isto. O Amim ligou na hora para um mecânico de confiança dele, o Daniel. Enquanto eu fiz o check-in no hotel, subi e tomei banho, o mecânico já havia chegado e feito o diagnóstico: tampa do reservatório de combustível trincada! E agora? Bem, não vou falar todo o segredo, mas ele arrumou! Fizemos uma cola, e a rachadura foi tapada!
Fomos para Rodeo, aonde o Amim e o Amado tem casa, de carro, pois havia um asado nos esperando! O Amim fez um excelente asado, tudo ali mesmo, ele mesmo.
Estavam no hotel também o amigo Renato Lopes, e o Vitor Hugo, de Santa Maria/RS. Eles haviam chegado no dia anterior, e também estavam no grupo. O Renato é um amigo de longa data, um grande motociclista, escritor e viajante. Foi umas das pessoas que me incentivou a viajar de moto. Ótimas companhias! Ficamos na casa do Amado, conversando e resolvendo o que fazer, pois a nossa rota inicial foi interrompida, por causa de chuvas nos Andes chilenos, neve, avalanches, os Pasos Agua Negra e San Francisco, não tem como atravessar!
Resolvemos ir até Jachal, subir o Agua Negra até o portal da divisa com o Chile, e voltar. Depois vamos subir a ruta40, até Cachi, na segunda. Ou seja, vamos antecipar e mudar a rota, mas preservando pelo menos duas travessias da cordilheira, uma no Paso Sico e outra no Jama, que estão abertos, pelo menos ainda...
Saímos de lá já passado das 22 hs, depois de comer uma ótima carne, salada e pão, regado a vinho e muita conversa e risadas! Que turma boa!
Chegamos no hotel quase meia noite, fomos dormir, quarto triplo, eu, Padilha e o Jardim.
Aliás, ótimo o hotel Casino!
Dia 4, sábado: Acordamos mais tarde hoje, 7:00 hs, mas estava totalmente escuro! Aqui deveria ser pelo menos 2 horas A MENOS, mas é o mesmo horário de Brasília! Vai entender... Banheiro, descer pro café, arrumar as coisas, vestir a roupa, arrumar a moto, e BORA, BORA!
O combinado era 9:00 hs sair do hotel. Antes disto todos estavam prontos. Passamos na catedral de Catamarca para tirar umas fotos, e depois fomos até o posto de gasolina do Amado, para abastecer e espera-lo por lá. Estavam lá o pai e o irmão dele. Aproveitei para tentar configurar o Scala Rider (comunicador bluetooth que fica no capacete), do Janio, para tentar pareá-lo com o meu e o do Padilha. Aliás, foi legal, desta vez viemos conversando, desde Ponta Porã, a viagem toda. Seria muito bom se todos tivessem um aparelho destes, para irmos conversando durante a viagem.
No final, o Janio conseguiu se comunicar comigo por um tempo, mas logo depois que parou, comecei a falar com o Padilha novamente, e perdemos o sinal. Mas está dando certo... Até o final da viagem, conseguiremos falar os três juntos... kkk! Tem que configurar no site do Scala Rider, mas no meu notebook não está dando certo.
Depois de abastecer, o Amado chegou, e saímos de Catamarca já passado das 10:00 hs da manhã, em 10 motos, sentido La Rioja e depois Jachal, por um caminho novo, recém asfaltado, que o Amin disse ser muito bonito. Em La Rioja, fiquei esperando o Jardim/Padilha/Janio, que estavam para trás, o Padilha foi na frente, acabou errando um trevo, fui atrás dele, e nos perdemos do restante do grupo! Vai começar a saga... Pegamos sentido Patquia, dentro do roteiro, e segui. Em um posto policial perto de Patquia, perguntei a um policial se havia passado algumas motos por lá, e ele disse que não... Uai! Pensei que eles estavam na nossa frente! Paramos em um posto YPF em Patquia, abastecemos, e fomos tomar um café. Logo eles chegaram... Haviam voltado para abastecer, e estavam para trás... Ali combinamos de ficarmos todos juntos, fui pra trás do grupo, na culatra, “arrebanhando” os retardatários, que param pra tirar fotos, etc... Deu certo... A estrada, que até então estava só reta, começou a mudar, umas curvas, montanhas coloridas, e a coisa foi melhorando... Do posto até Jachal eram 240 km. Os primeiros 70 km foram de retas, mas depois foi ficando cada vez mais bonito, até chegarmos em uma grande montanha, que fomos cortando, primeiro subindo, depois descendo, era o tal Valle de La Luna, um asfalto novinho impecável, realmente muito bonito! Subimos a uns 1.600 mts e depois descemos a 1.100 até Jachal. Paramos várias vezes pra filmar e tirar fotos. Todos muito admirados pela beleza do lugar, que inclusive tinha vários túneis.
Depois de tanto sofrimento para atravessar o Chaco por quase 1,5 mil km, tivemos esta grata surpresa, com estas lindas montanhas!
Chegamos em Jachal 16:15 hs, fomos direto a um posto YPF da A.C.A. abastecer, que pra variar tinha fila... Abastecemos e fomos para o hotel. Parece coisa de chato e sistemático este esquema de abastecer sempre que chega na cidade, mas realmente funciona, pois no outro dia cedo, imagina vc sair o hotel, coloca toda a roupa, luvas, capacete, etc... e depois tem que retirar tudo de novo, pra abastecer?! TEM QUE ABASTECER SEMPRE QUANDO CHEGA, só se o grupo não tiver pressa no outro dia, ou vai sair tarde, como foi hoje na saída de Catamarca.
Chegamos no hotel em Jachal, a mulher da recepção disse que não tinha mais vaga e estava lotado, só que ela não sabia que eu já havia reservado antes pelo booking.com e estava com o voucher na mão... rsrsrs... Entramos, e cada dupla no seu apto. Hotel simples, pequeno, mas gostoso. APART HOTEL C&C JACHAL, a R$162,00/apto duplo. Por falar nisto, aqui na Argentina nas cidades grandes passa cartão de crédito, mas o bom mesmo é levar dólares, fazer o câmbio para peso argentino (US$ 1,00 = AR$ 12,00), e pagar tudo em cash (efectivo), pois dão de 10 a 20% de desconto em quase todos os hotéis. Posto de combustível, a grande maioria só aceita em dinheiro. Então, tem que ser moeda local!
Estamos aqui, o Amim saiu, fez umas compras em um mercado, e assou uma carne pra gente, com pão e salada. Especial de bom! Compramos uma cervejas e uns vinhos também.
Nosso roteiro mudou totalmente. Os Pasos Agua Negra e o San Francisco estão fechados, pois houve uma grande chuva no Chile há 2 semanas atrás, e não tem como atravessar. Resolvemos então vir a Jachal, subir o Agua Negra até o cume, fazer uma singela homenagem ao Marco Tulio, e depois voltarmos. De Jachal vamos a Chilecito amanhã.
A internet aqui é lenta, e está difícil postar as fotos... Quando conseguir, posto as novidades, e as fotos.
Continuem conosco!

Um abraço a todos!

Quem sou eu

Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brazil
49 anos, casado, zootecnista, empresário e motociclista.