quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Nicarágua e Honduras: uma boa surpresa!

Dia 17: Manágua a San Pedro Sula - 540 km
Ontem jantamos uma mistura de carnes típica da Nicarágua e fomos dormir... Acordamos cedo, 5:00 hs horário local (Da Costa Rica pra cima, até o México, são 4 horas a menos que o horário de Brasília). Arrumamos as motos, colocamos as roupas, e tomamos o café da manhã, pra sair logo após as 6:00 hs. Saímos às 6:30 hs do hotel. A cidade ainda estava tranquila, e deu pra ver mais um pouco de Manágua, que fica às margens de um lago. Cidade bonita, com avenidas, não sei porque me lembrou de Assunção no Paraguai. Pegamos a saída norte, rumo a Esteli e Los Manos, que seria a aduana. Tempo bom, meio nublado mas com um solzinho aparecendo, por volta dos 22 a 25 graus. Ótimo pra andar de moto! Perto de Esteli, vi um anúncio de uma loja de charutos ("puros"), e paramos pra ver. Era uma fábrica de caixas de madeira pra charuto, do Sr. Julio e a esposa dele. Ele estava lá na frente e nos recebeu muito bem! Foi uma parada muito boa! Compramos alguns charutos feitos na Nicarágua e tomamos um ótimo café expresso. A esposa do Sr. Julio é americana, e eles tocam o negócio juntos. Saímos de lá, atravessamos por dentro de Esteli, e logo antes de chegar na aduana parei para abastecer e comemos alguma coisa. O clima e a estrada melhoraram demais, parecia outro país! Chegamos na aduana era 11:30 hs mais ou menos. Estava vazia, não tinha praticamente fila nenhuma. Fizemos a saída na imigração, a aduana, e fomos para a parte de Honduras fazer a entrada. Também estava bem vazia, quase ninguém. Saímos de lá eram 13:15 hs mais ou menos. Apesar do que todos falaram pra gente, talvez esta tenha sido a aduana mais rápida da viagem! Entramos em Honduras, a estrada piorou demais! Nada que nós campo-grandenses não estejamos acostumados, mas era muito buraco! Até uns 60 km mais ou menos, tem muitos buracos, e muitas curvas. Começamos a subir, e o tempo esfriou bem... De 25 graus abaixou pra 16 e até menos. Comecei a passar frio... E estou "quase" gripado, com a garganta doendo e tossindo um pouco. Vou ter que me cuidar, pois semana que vem vamos pegar frio brabo! Chegando em Tegucigalpa, duplicou, e fomos em pista duplicada até San Pedro Sula, a cidade que programamos pra dormir hoje. É uma cidade grande, bem grande. Trânsito louco, muito movimento, acidentes, etc... Abastecemos e pegamos novamente no GPS o hotel Holliday Inn Express. Fomos lá no hotel, tinha vaga, mas muito mais caro do que o de ontem, cerca de US$170,00/apto duplo, uma fortuna para os padrões da nossa viagem. Mas... como se diz, vai esse mesmo, todo mundo cansado, já estava escuro, e não estávamos a fim de procurar outro. Honduras me surpreendeu, após Tegucigalpa, pelas estradas muito boas, duplicada, e pelo tamanho de San Pedro. Esperava menos, eu confesso. Hoje andamos bem, apesar do frio que pegamos agora a tarde, foi legal. Agora estamos jantando aqui no hotel mesmo, não chega nem perto do restaurante de ontem, mas dá pro gasto. Amanhã está previsto frio e um pouco de chuva, e vamos sair preparados. A intenção amanhã já é entrar na Guatemala, e ir até Tikal, um sítio arqueológico Maia, com pirâmides e tudo, e depois almoçarmos na Isla das Flores. Se der tempo, ainda amanhã, tentaremos chegar o mais próximo possível da divisa com o México possível. A nossa intenção é chegar nos USA no domingo agora. Vamos ver... Sigam conosco! Nossa rota de hoje: Manágua, Esteli, Condega, El Paraiso, Danli, Tegucigalpa, Comayaguaya, San Pedro Sula. Abraços!




terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Mais aduana... E a Nicarágua!

Dia 16: San José/CR a Manágua/NI - 430 km
Ontem à noite eu e o Guy fomos jantar no restaurante "La Cascada", um dos mais antigos de San José, recomendado pelo amigo Alex, que estava na BMW, e aproveitei e convidei o Chris, alemão que mora nos USA (Seattle), e que também estava lá, chegando de viagem solo da América Central. Comemos uma carne top, e conversamos bastante sobre viagens, ele já fez o Alaska e deu a volta ao mundo, e sabe muita coisa. Foi legal! Voltamos para o hotel e fomos dormir, de Uber.
Hoje cedo, acordamos as 6:00 da manhã, levei umas coisas na moto, nos arrumamos, tomamos café e saímos do hotel as 7:30 hs mais ou menos. Havia uma garoa fina, 19 a 20 graus, o MM e o Recruta 02 colocaram capa de chuva, mas acabou que a garoa parou e tiveram que parar pra tirar a capa! Tem uma meia dúzia de pedágios nesta rodovia que desce para Libéria (230 km), que volta pelo mesmo caminho que viemos ontem. Cada um de mais ou menos $360 a $600 Colons, eu fui pagando na frente para todos, e ficou bom. Moto paga. Chegamos em Liberia as 10:45 hs mais ou menos, em uma estrada boa, sem policiamento, andando a 110-120 km/h. Chegando em Libéria uns 30 km é pista dupla. Paramos para abastecer, comemos uns snacks e tomamos bastante líquidos (Já estava muito calor e ventando, uns 31 graus), e saímos. A aduana em Peñas Blancas seria a uns 70 km a frente. Logo que saímos fechou o tempo e apareceu uma chuva. Paramos pra colocar capa, mas eis que a Lei de Murphy se mostrou eficiente, e não choveu... Só uma névoa fina, nem mesmo garoa poderia dizer daquilo... Logo chegamos na aduana, e tiramos as capas. Fizemos a aduana (tem que tirar uma cópia do documento da aduana da Costa Rica), e a saída da imigração da Costa Rica, e fomos fazer todos os trâmites... Enfim, chegamos lá era quase meio dia, e saímos 15:30 da tarde... Pagamos US$12 cada um pra entrar na Nicarágua, mais um seguro de US$12,00 também, fumigação, e mais umas 3 taxas... Nunca vi tanta taxa e fila... É pra acabar... Tem que ter paciência pra encarar estas aduanas daqui... É uma via Sacra! Amanhã vamos encarar novamente. Saímos de lá, ainda nos deram uma revista antes de sair, e pediram TODOS os documentos, inclusive a taxa de fumigação das motos... E fomos rumo a Manágua, pois queríamos dormir em outra cidade mais próxima da divisa, mas não ia dar tempo. Seriam uns 120 km até Manágua. Aqui parece o Paraguai! A Nicarágua é um país pobre, de gente simples e humilde, muitos animais na pista, carroças, bois puxando carretas, artesãos, canaviais, etc... É um país rural, com certeza! A estrada boa, de pista simples, MUITO movimento de carros, caminhões e motos. Andamos de boa, a 100 km/h, e fomos chegando... Chegamos em Manágua por volta das 17:30 hs, paramos em um posto para abastecer, uns carros buzinando e cumprimentando a gente, pessoal bem simpático. Puxei no GPS um hotel, e achei um Holliday Inn, hotel que já conheço e sei que é bom. Fomos pra lá, a uns 7 km pra frente. O hotel é muito bom, padrão americano, duas camas de casal grandes, excelente! Estamos aqui no restaurante, vamos jantar, e traçar a rota para amanhã. Tomando uma cerveja Toña nicaraguense, muito boa! A viagem está indo muito bem, graças a Deus! A companheirada é boa, as motos excelentes! Só a paciência nas aduanas, mas faz parte. Um abraço a todos!

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Pelas praias da Costa Rica...

Dia 14: Ciudad Neilly a San José - 360 km
Hoje tomamos o café e saímos do hotel as 7:15 hs da manhã. As estradas são boas, mas de pista simples. O tempo bom, mas dava pra ver que tinha caído uma boa chuva na noite anterior. Rodamos uns 70 km mais ou menos e pegamos a esquerda, sentido litoral, para Uvita/Jacó. O objetivo era chegar em Jacó, um tipo de balneário para vermos uma praia e comermos. Mas paramos antes, e entramos em uma praia, o Guy tá estava doido pra entrar em uma, e lá fomos atrás dele. Mas acabamos não vendo praia, pois era um tipo de parque nacional, e fechado, tem que pagar para ver baleia e tartaruga marinha. Tiramos umas fotos e seguimos para Jacó. Chegamos lá as 10:45 hs, tiramos umas fotos, abastecemos e entramos na cidade para almoçar. Achamos um lugar bem legal, em frente a praia, e comemos um Ceviche nota 10! Saimos de lá com destino a San José (90 km), e pegamos uma estrada muito movimentada, com curvas e subindo. Pegamos uns 4 pedágios, e as motos pagam, em torno de $600 colons cada uma. Chegamos em San José as 14 hs, eu e o MM fomos para o hotel, e o restante do grupo direto para a BMW, motos bichadas né? Trocar pneu, balancear roda, ver embreagem, pastilha de freio... Acabou que o Guy, que levou um pneu amarrado na moto desde o Brasil, esqueceu a chave o cadeado que está segurando o pneu, está comigo... Tive que correr do hotel pra lá - mas antes fiz alguns pagamentos e trabalhos para a empresa - pra levar a tal chave. Peguei um Uber e cheguei lá na BM. Lá já tinha um cara, Alex, conversando com o Nersão, que sabe tudo das rutas por aqui, e já peguei o roteiro com ele, até a divisa com o México. Inclusive amanhã ele deverá nos acompanhar por uma parte da estrada. Voltei para o hotel, e quando cheguei no quarto, um cheiro de queimado, até liguei na recepção do hotel pra reclamar. Quando fui ver, era a minha cueca que tinha lavado, e coloquei pra secar em cima do abajur, e estava queimando... kkkk! São coisas da viagem... Uma cueca a menos... rsrsrs... Agora vamos sair pra jantar no LA CASCADA, um lugar bem legal daqui. A cidade não é muito grande, mas tem um trânsito muito ruim, muitos carros e gente na rua. Amanhã o objetivo é chegar na Nicarágua, um país a mais no currículo! Fiquem com a gente!





Iniciamos a América Central!

Dia 13: Cidade do Panamá/PTY a Ciudad Neilly/CRI - 518 km
Ontem combinamos de sair as 7:30 NA MOTO, em frente ao hotel. Dormi muito bem, descanso total, tomamos café as 6:30 e lá encontrei o Uri, que está com a esposa fazendo a mesma rota que a gente, só os dois, e irão deixar as motos em Orlando, para concluir até o Alaska em julho. Conversamos bastante e trocamos idéias e rotas. Eles ficaram 6 dias em Bogotá, pois não sabiam que a Cargo Pack estaria de férias até o dia 11...
Saímos do hotel (NOVOTEL, US$90,00/apto duplo), direto para Miraflores, para vermos o Canal do Panamá. É pertinho da cidade, cerca de 17 km, e acabou que o GPS me levou por dentro dos condomínios dos americanos, perto da eclusa. Chegamos lá já passado das 8:00 hs, horário que abrem as portas para a visitação. Fomos lá ver o tal do Canal... Muito legal, bem estruturado a parte turística, pagamos US$10,00 para entrar e ver um filme de 10 minutos contando a história do canal, e depois fomos ver um navio passar, com narração em espanhol e inglês... Bem organizado! Depois tomamos um café, compramos uns souvenirs, e tomamos rumo ao norte, a cidade de Santiago, a primeira parada do dia, a 230 km dali. As estradas do Panamá muito boas, tem pedágio mas as motos não pagam, e tudo duplicado até a divisa com a Costa Rica. Acabamos parando antes de Santiago, o Guy abasteceu e comemos umas saltenhas, frango (Pollo) assado e mandioca, e tomamos bastante líquidos (a esta altura já fazia 33 graus). Saímos rumo a David, que seria o plano A para dormir, mas como vimos que chegaríamos muito cedo, já resolvemos só abastecer e já fazer a aduana com a Costa Rica, que fica a 50 km de David. Só paramos para abastecer em David, e tomamos um suco, coisa de meia hora. Uma coisa impressionante é o policiamento das estradas do Panamá! A cada 20/30 km tem um guarda em uma moto (VStrom 650 Branca/Verde), cuidado a velocidade. Então não tem jeito, é andar a 100 km/h e acabou! Dentro das vilas e cidades, o limite é 60 km/h mas andávamos a 80 mais ou menos, e teve uma hora que levei um "pito" de um guardinha desse ai, mas não chegou a nos parar. Chegamos na aduana as 15:30 hs mais ou menos horário local (2 horas a menos que no MS). Fizemos a aduana, e depois a imigração de saída do Panamá, e já aproveitamos e fizemos algum câmbio (1 dólar = $560 a $600 cólons), para entrar na Costa Rica. Depois fomos fazer a entrada na Costa Rica. Imigração, carimba o passaporte, e depois a aduana das motos. Tem que fazer um seguro, tipo Soat, para entrar na Costa Rica que nos custou US$31,00 de cada. Depois tem que tirar xérox do passaporte, mas JÁ COM O CARIMBO DE ENTRADA NA COSTA RICA, ou seja, não adianta nada levar cópias e mais cópias do passaporte, que não ganha muito tempo... rsrsrs... Tiramos as cópias, preenchemos as guias, e fomos lá! Cada um de uma vez, fomos fazendo a aduana, e para finalizar, vai um fiscal olhar as motos e conferir a placa e o chassis de cada uma. Tudo isto durou cerca de 2 horas mais ou menos, e não tinha ninguém na fila! Foi uma das aduanas mais rápidas da viagem, senão a mais rápida até agora! Ah! Esqueci de mencionar, que antes de chegar na aduana tomamos a primeira chuva da viagem, e nem deu tempo de colocar capa! Molhamos um pouco, mas foi até bom pra refrescar! Já na Costa Rica, fomos procurar um hotel, o mais próximo possível, eu já tinha visto, seria em Ciudad Neilly, a 18 km dali, o Wilson Hotel (US$34,00/apto duplo, e assim vamos fazendo as médias...). Hotel até bom, com ar condicionado split, quartos grandes com duas camas de casal cada um, e um restaurante do lado, do mesmo dono! Jantamos lá mesmo, e foi um ótimo dia! Já estamos na Costa Rica, no outro dia o objetivo seria chegar em San José, a capital do país. Conhecemos um cara, argentino que mora no USA, que está indo para Ushuaia, sozinho, em uma BMW RT1200. Nos deu algumas dicas, falou que é tranquilo, só pra tomar cuidado com as estradas na Nicarágua/Honduras, e que a aduana Méximo/USA em Laredo tem filas quilométricas! E vamos que vamos!


Entrada de Miraflores, aonde para um dos Canais do Panamá




Este é o famoso MM "Xará"

Aduana da Costa Rica com o Panamá

sábado, 13 de janeiro de 2018

Chegamos no Panamá!

Hoje acordamos cedo, 6:00 hs todos estavam prontos e tomando o desayuno para depois irmos para o aeroporto. Nosso vôo era as 8:20 hs, da Avianca. O hotel tinha um transfer, que nos levou até lá. Aeroporto lotado, demoramos bastante, quase que perdemos o vôo! Mas deu certo, chegamos no Panamá as 10 hs, pegamos uma van e fomos direto para o setor de cargas, para o terminal da Cargo Pack. Chegamos lá praticamente 11:00 hs, e as motos não tinham chegado ainda, pois o vôo tinha atrasado! Pegamos os papéis que precisávamos autorizar, e fomos à pé na aduana, uns 10 minutos do terminal. Lá fizemos os trâmites, 3 carimbos, e voltamos. Agora era esperar as motos chegarem para liberar... Fomos almoçar ali do lado, em um restaurante tipo prato feito (US$ 5,80/prato). Acabamos e ficamos esperando as motos chegarem, pois a previsão era 12 hs. O avião chegou mesmo, mas demora muito pra descarregar, e o problema é que a aduana fecha as 13 hs no sábado, e todos os nossos documentos (Passaportes, doctos das motos, etc...), estavam lá, esperando as motos chegarem para o fiscal liberar... As motos começaram a descer era quase 12:40 quanto o Nelsão foi lá na aduana, e conversou com a fiscal, que iria esperar. Claro que teve um "agrado" ai... Fomos na aduana, e pegamos todos os documentos, pegamos as motos, e seguimos para o endereço do hotel. Já era passado das 14:30 hs quando chegamos no hotel, pois abastecemos antes. Fomos tomar um banho e descansar, pois o calor era muito grande! Depois fomos arrumar as motos, pois algumas estavam com as bolhas soltas, parafusos frouxos, etc... No final da tarde ainda fizemos um City Tour, muito legal, pelos principais pontos turísticos da Cidade do Panamá. É uma cidade com 2,5 milhões de habitantes, muito parecida com Miami, claro que menor, mas muito bonita, limpa e organizada. Prédios imponentes, bares, restaurantes, cais, muitos barcos e iates, muito bonito mesmo! No final, fomos comer alguma coisa, e voltamos para o hotel. Amanhã marcado 7:30 hs nas motos, para visitarmos o Canal do Panamá, e seguirmos para David, uma cidade a 450 km daqui, nosso destino.
Abraços a todos!









Equador & Colômbia: Primeira etapa concluída!

Dia 10: Ibarra a Popoyan – 370 km – O PIOR DIA DA VIAGEM... EXISTE SIM COISA PIOR QUE AS ADUANAS DO BRASIL/BOLIVIA!
Os amigos MM, Nelson e Admilson, que estavam em Otovalo, a apenas 25 km de Ibarra, nos encontraram na praça da cidade, às 6:15 hs mais ou menos, ainda amanhecendo, como havíamos combinado. Temperatura fria, uns 15 graus, mas boa. Seguimos por uma estrada boa, como todas do Equador, até a divisa com a Colômbia, em Rumichaca/Epiales. Era por volta de 8:00 da manhã e estava lotada de gente. De cara já nos abordaram no meio da rua para fazermos câmbio e comprar o SOAT, o seguro contra terceiros da Colômbia. O câmbio fizemos logo, a $2.700 pesos colombianos por US$ 1,00 dólar americano. Fizemos em torno de US$400,00 mais ou menos, para 3 dias. O Guy pegou os documentos das nossas motos e foi fazer o SOAT, que nos custou $60 mil o que daria US$ 22,00 para 30 dias. O Nelson e o MM foram comer alguma coisa (Porco frito, arroz com frango, caldos, esse Nerso é um avestruz, come de tudo). E ali eu comecei a sentir que não estava muito bem, pois mesmo sem tomar café da manhã, não tinha fome alguma, e nem vontade de comer nada, a barriga acusava algum problema (o tal do piriri, como fiz o Guy...). Fiquei ruim o dia todo, até febre, deve ser a tal da virose! Tive que ir ajudar o Guy fazer o SOAT, pois faltou levar os passaportes, e enquanto isso pedi ao Nelson, MM e Admilson que já ficassem na fila de SAIDA do Equador, para depois irmos para as outras filas para ENTRAR na Colômbia. Logo voltamos com o SOAT pronto, e fomos encarar as “colas” (filas), intermináveis, que não andavam! Acho que ficamos quase 2 horas naquela fila ali, somente para carimbar o passaporte de saída... Depois pegamos as motos e fomos encarar a outra pedreira... Tinha uma fila para entrar em outro local, e pegar outra fila... Uma fila enorme para os estrangeiros, e outra menor para os colombianos... Bem, ficamos na fila dos estrangeiros por um tempo, e vimos que não andava! O Nerso, o espertão do grupo, foi lá dar uma olhada se tinha algum “jeitinho” de melhorar aquilo, e eu ruim demais, passando mal mesmo, fui atrás dele. E não é que pegamos a fila menor, e conseguimos entrar! Logo chamamos os outros amigos, e todos entraram também. Não havia controle algum. Mas ainda ficamos ali por mais de 2 horas, só para carimbar a entrada na Colômbia. Depois fomos para a aduana dar entrada nas motos, com cópias e mais cópias dos documentos, decalque do chassi das motos, e às 14:30 hs mais ou menos estávamos liberados, eu, o Guy e o MM. Eu estava muito mal, e sai na frente, com o Guy, com o objetivo de dormirmos em Popayan, a 250 km dali, mas sabia que seria um grande desafio, ainda mais do jeito que estava. Rodamos até depois de Pasto (uns 120 km, quase 2 horas), passando por uma serra muito bonita, aliás nem dá pra falar em Serra do Rio do Rastro, Serpente, etc... NÃO TEM COMPARAÇÃO, as serras aqui são muito maiores, e melhores, muito belas! Muita moto na estrada, brasileiros, colombianos, canadenses (havia um casal na aduana, descendo rumo ao Peru), etc... Só sei que andei até depois de Pasto, aos trancos e barrancos, com febre, dor de cabeça e ruim do estômago. Paramos em um “parador”, para irmos ao “baño” e comer alguma coisa, eu tomei uma coca-cola, e um coquetel motolov (Uma mistura de Dorflex, Floratil, estomazil, e Doril Enxaqueca), e saímos para tentar achar um hotel mais próximo, andar até perto de escurecer, pois ainda tínhamos uma hora e meia de sol. Só sei que o coquetel funcionou muito bem, fiquei zerado, e chegamos em Popayan (1.800 mts SNM), já escuro, as 19 hs mais ou menos... Pegamos uma serra danada, muita curva, muito caminhão, mas deu pra passar! Pegamos um hotel MUITO BOM (Hotel Monastério, $280.000 pesos colombianos/apto duplo), mas que valeu a pena! Jantamos lá mesmo, aliás tomei só uma sopa, e cama! Estava tremendo e com muito frio, acho que devido a febre. O MM, Nelsão e Recruta Gafanhoto demoraram quase meia hora pra sair da aduana, e dormiram em Pasto, a uns 150 km da gente. Ou seja, tínhamos 3 horas na frente deles! Com isto, podíamos dormir até mais tarde no outro dia! E foi o que fizemos! Hotel bom, descanso bom! Foi um dia muito ruim, por causa da aduana do Equador/Colombia, e porque também eu estava muito mal... Acho que juntou tudo! Mas conseguimos vencer, e agora só faltavam cerca de 600 km até Bogotá! E vamo que vamo!

Dia 11: Popoyan a Bogotá – 580 km – FIZEMOS A SERRA DA SERPENTE IDA E VOLTA 2 VEZES...
Com a folga de tempo, acordamos quase 7 horas, tomamos um café, ainda trabalhei um pouco no computador, e saímos do hotel as 8:30 hs mais ou menos. Paramos em uma igreja pra tirar umas fotos, e acabamos saindo da cidade por volta das 9:00 hs. Popayan é uma baita cidade, muito boa, vale a pena passar aqui em outra ocasião! Boa mesmo! O trio parada dura tinha saído de Pasto as 5:30 da manhã, e estava vindo logo atrás! Mas para tirar 150 km destas serras, não é fácil... Seguimos, por serras e mais serras, por Cali, Palmira, Tulua, Armênia, Ibagué, Girardot, Bogotá. Esta é a rota, para quem interessar, e deu exatos 580 km de Popayan até a porta do hotel aqui perto do aeroporto (Hotel City Express Plus, $196.000 pesos colombianos/apto duplo, com desayuno e garagem). Tem alguns pedaços de pista dupla com retas, creio que cerca de 30 % desta quilometragem seja assim, e o resto só serras, com muitos caminhões, que vem no sentido contrário e te fecham nas curvas, pois “abrem” para fazer as curvas, e tem que ficar atento! O clima é doido, variou de 14 a 35 graus, pois fomos a 3 mil metros, depois descemos a 600 metros, depois voltamos a 2,6 mil metros aqui em Bogotá. Mas não pegamos chuva! Aliás, não pegamos chuva nem um dia nesta viagem, até agora! Muita sorte, pois viajar de moto com chuva, não é muito bom! Ainda mais com frio...
Enfim, paramos de 3 a 4 vezes, mas não abastecemos nas últimas, pois tínhamos que chegar em Bogotá com os tanques vazios, para o embarque das motos no avião. Eu só coloquei uns 5 litros na minha moto, que está fazendo 22 km/litro, média da viagem toda 19 km/litro, e com 30 litros no tanque, a autonomia é grande! A surpresa foi os três mosqueteiros (MM, Nersão e o agora soldado e aprendiz Gafanhoto), fizeram! Conseguiram sair de Pasto e chegar em Bogotá em um dia de viagem, cerca de 750 km, saindo as 5:30 hs e chegando as 9:00 hs no hotel, quase 14 horas de pilotagem! Parabéns pela coragem e dedicação! Grande tocada! Eu e o Guy ainda pegamos um Uber e saímos para jantar, e voltamos cedo. Quando chegamos soubemos que eles já tinham chegado e também saído para comer! Baita disposição!
Com isto, cumprimos o nosso objetivo de chegar em Bogotá até o dia 11, pois teríamos tempo de fazer o desembaraço das motos na sexta, e embarcar no sábado, pegando as motos no mesmo dia no Panamá. Com isto o nosso cronograma está 100% dentro do planejado! Bom demais! Estamos todos cansados, agora uns dias sem andar de moto, pelo menos uns 2 dias, e depois encarar a América Central!

Dia 12: Dia livre em Bogotá – Desembaraço e embarque das motos!
Hoje acordamos mais tarde, já passado das 7:00 hs, tomamos o café da manhã, trabalhei um pouco, e combinamos de irmos para o aeroporto, no terminal de cargas, as 9:30 hs. O Nersão e o recruta atrasaram um pouco pra sair, e chegamos lá as 10 hs mais ou menos. Demoramos um pouco pra achar a entrada correta do terminal, mas deu certo. Tinha um rapaz nos esperando na entrada do terminal, fizemos uma checagem com o pessoal Anti-Drogas, com cachorros, e depois entramos, e já fomos colocando moto por moto dentro do depósito, com as empilhadeiras. Minha moto pegou a bolha no suporte da empilhadeira, e quase quebrou a bolha! Quebrou uma proteção lateral, mas nada de grande coisa... Mas fiquei um pouco chateado, pois o pessoal tem muita pressa, e não cuida muito das motos. Uma dica, para quem vier de moto com bolha alta, tipo a GS1200 Adventure, é retirar a bolha ou abaixar ao máximo antes de carregar. Mas deu certo, carregamos todas as motos, e fomos ao escritório da AIR CARGO PACK para continuarmos os outros procedimentos. Ficamos ali por um tempo, e logo chegou o capitão John Agudelo, o proprietário da empresa, muito simpático, excelente pessoa, nos tratou muito bem, inclusive fez a compra das passagens aéreas da Avianca para amanhã, pois não podemos ir junto com as motos, temos que ir em vôo comercial. Pagamos cerca de US$440,00 nas passagens, e os US$1.000,00 por moto que havíamos combinado com o John. Pagamos as motos em cash e as passagens no cartão (Do Nerso, diga-se de passagem... rsrsrs).
Fomos almoçar ali perto, o John nos levou até um restaurante perto do aeroporto, e depois voltamos pra lá, já quase 14 hs. Ficamos esperando um despachante da Cargo Pack, que nos levou até a aduana, para preencher a documentação das motos, um por um. Depois voltamos ao terminal da Cargo Pack, para a revista da pessoa da aduana, e do pessoal do setor Anti-Tráfico, que revistou moto por moto, todas as malas, mandou abrir tudo, um por um, com um cão farejador. Que teve mais problemas foi o Guy, que teve que abrir as malas, e mais dificuldade de arrumar as coisas dele depois, pois tem pouco espaço. Mas deu tudo certo. Depois, fomos de volta na aduana, para pegar o documento que temos que levar para o Panamá, para pegar as motos lá! E lá ficamos até as 19:00 hs! Foi muito demorado, a senhora que nos atendeu, muito solicita, mas muito lerda, errou várias vezes os dados do condutor ou das motos, e tinha que alterar. Ficamos exaustos de tanto esperar, e saímos de lá direto para o hotel, para jantar e domir! E eu ainda fazer os relatos, senão acabo não fazendo mais! Rsrsrs...
Esta viagem é muito grande, não é fácil depois de um dia de pilotagem, ainda fazer os relatos, mas podem deixar que vou atualizando o blog sempre que dá!
Fiquem conosco, amanhã estaremos na Cidade do Panamá, para começarmos a segunda etapa da viagem, América Central até os USA!
Dados desta primeira etapa:
6.650 km em 11 dias, média de 19 km/litro, gasto total de US$1.000,00 até agora, ou menos de US$100 por dia, bem abaixo da média normal de viagem... Mas isto fora a despesa do envio das motos hoje, e da passagem para a Cidade do Panamá. Está indo tudo muito bem, apesar do cansaço todos estão com ótimo astral, estamos com certeza acompanhados por Deus, que está nos protegendo e cuidando!
Continuem conosco! Abraços!







terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Largando o Peru e entrando no Equador...

Dia 7: Lima a Chiclayo - 750 km
Com a desistência de parte dos companheiros de nos acompanhar até Huaraz/Caraz, resolvi abortar, e focar em chegar o quanto antes em Bogotá, agilizando assim o embarque das motos, assim teremos mais tempo na América Central e USA. Seguimos então de Lima até a cidade de Chiclayo, no norte do Peru. Foi um dia puxado, tocada firme, boa parde em pista duplicada, mas ainda acabamos chegando à noite na cidade. Pegamos o primeiro hotel que achamos, e jantamos lá mesmo. Combinamos de sair mais cedo, para render mais a viagem, e evitarmos rodar à noite.

Dia 8: Chiclayo/PE a Machala/EQ - 620 km
Saímos mais cedo do que de costume, antes das 7:00 hs já estávamos nas motos. A cidade é uma bagunça generalizada, todo mundo buzinando, tuc-tuc, carro, moto, etc... Mas o engraçado é que não se vê acidentes... Seguimos rumo ao norte, sempre, passando novamente pelo litoral Peruano, uma cidade que vale a pena conhecer é Mâncora, pois tem uma praia muito boa! Almoçamos por lá, e aproveitamos e fizemos câmbio de Soles para dólares, pois no Equador se usa somente dólar americano. Tinha pago $3,19 nos soles, e vendi o que sobrou por $3,30... Ou seja, perdi um pouco, claro! Chegamos na aduana Peru/Chile ainda cedo, era por volta das 15/16 hs, e ficamos ali por volta de 2 horas por ai. Muito calor, alguns novos amigos motociclistas chegando e saindo, mas deu tudo certo. As aduanas são todas integradas, em um local só. Fica bem mais fácil de fazer. Fomos dormir em Machala, uns 50 km depois da divisa, já no Equador. É uma baita cidade, achava que era pequena, mas é grande! Ficamos no hotel San Francisco Internacional (US45/apto duplo), e saímos para jantar em uma marisqueria lá no porto. Voltamos cedo e resolvemos que iríamos sair mais cedo ainda no próximo dia, antes do café da manhã, pois queríamos chegar até Pasto, já na Colômbia. Vamos ver...

Dia 9: Machala a Ibarra/EQ - 690 km
Hoje começamos o dia bem cedo, acordei ainda escuro, antes das 5 da manhã. Aqui amanhece após as 6:00 hs. Acabou a luz no nosso hotel à 1 da manhã, e ficamos sem ar condicionado, um calor danado, afinal estamos quase no equador... Mas foi assim mesmo. Saímos ainda escuro, exatamente as 6 da manhã, e seguimos por uns 150 km, até um posto, aonde abastecemos e comemos umas empanadas com sucos e café (Sempre Nescafé!). As estradas no Equador, quase sempre com grandes plantações de banana, ou cacau, ou arroz. À partir de uns 200 km rodados, começamos a subir, e fomos até quase 4 mil metros de altitude. As estradas muito boas, asfalto impecável, com algumas poucas exceções de alguns trechos, e as paisagens belíssimas, muito verde, misturado com a vegetação de altitude, com criação de gado, ovelhas, e muitas plantações. Furou o pneu da moto do Marcio Monteiro, o Xará, mas demos sorte de estarmos bem perto de uma borracharia, e consertou na hora! Passamos na igreja mais antiga do Equador, de 1534, talvez uma das mais velhas das Américas! Saindo da igreja, tiramos algumas fotos, e eu e o Guy saímos um pouco à frente dos demais, pois o Nelson foi comer um "Cuy" um roedor típico daqui desta região, Peru e Equador. Acabamos nos desencontrando e vamos dormir em cidades separadas hoje... Passamos em Quito, e fui visitar o monumento La Mitad del Mundo, muito legal! Só que perdemos 2 horas com este passeio, e não conseguimos atravessar para a Colômbia, que era a nossa meta hoje! Depois que chegamos em Ibarra, fiquei sabendo que o Nelson, MM e Admilson também não conseguiram atravessar para a Colômbia, pois o pneu da moto do Marcio furou novamente, e teve que desmontar pra arrumar... Bem, faz parte da viagem, amanhã cedo vamos nos encontrar e seguimos viagem juntos novamente! O Equador, pra mim, está sendo uma grata surpresa! Que país bonito! As estradas impecáveis, povo educado, gasolina boa e barata, hotel bom, comida boa... Enfim, um baita país! Acho que só a gente mesmo no Brasil que andamos para trás... Mas vamos lá!
Não tem fotos hoje, pois não teve como baixar...
Um abraço a todos!

sábado, 6 de janeiro de 2018

Rumo ao norte!

Dia 5: Arica a Camaná - 435 km
Acordamos mais tarde, pois todos estavam muito cansados, e saímos do hotel quase 10 da manhã, no horário do Chile. Apenas 10 km depois, na aduana com o Peru, fizemos todos os procedimentos em cerca de 1 hora mais ou menos, bem rápido, e depois fomos comprar o seguro SOAT, que nos custou US$ 17,00 para 1 semana no Peru. Ganhamos 2 horas na travessia, pois o horário do Peru é 2 horas a menos que o do Chile. Fomos até Tacna, na rodoviária, fazer câmbio, e depois fomos almoçar no centro da cidade, já perto da saída para Moquegua. Saímos de Tacna já eram 13:00 hs horário Peruano, e seguimos sentido Moquegua. Após uns 120 km, entramos a esquerda, para Ilo, para o litoral, saindo da rota que ia para Arequipa. Este era o plano. E deu muito certo! Além de atalharmos mais de 200 km, passamos por uma estrada maravilhosa, um verdadeiro passeio, passando por Ilo, Mollendo e depois Camaná, aonde chegamos já escuro, as 19:30 hs. Fomos para o primeiro hotel que achamos, bem simples (Camaná Hotel, $135,00/apto duplo), mas limpo e confortável. Tomamos um banho rápido, e fomos jantar. Fomos de tuc-tuc... Jantamos e voltamos para o hotel, dormir.

Dia 6: Camaná a Lima - 840 km
Hoje acordamos mais cedo, o hotel não tem café da manhã, e saímos as 6:15. Foi muito bom, pois rendeu bem! Chegamos em Lima antes de escurecer, as 18:45 hs. Passamos por lugares e paisagens de tirar o fôlego, o Peru é um país de contrastes, desertos, praias, montanhas, culturas, etc... Deu a sorte de passarmos pelo comboio do Rally Dakar, perto de Pisco! Paramos um pouco por lá, tiramos umas fotos e fomos embora. Muita gente e a bagunça era grande! Foi a terceira vez que eu passo pelo Dakar! Fomos tentar entrar no estacionamento, mas era areia pura, e as motos começaram a atolar... Eu ainda consegui sair, mas o Guy e o Nelsão ficaram presos na areia. Conseguiram sair, e foi até engraçado... Paramos várias vezes para abastecer e tomar água e sucos, pois o calor era grande!
Paramos em Nazca para almoçar, bem em frente ao aeroporto da cidade. Depois paramos no mirante (torre), que fica na rodovia, e o pessoal subiu lá pra ver algumas linhas. O dia rendeu bem, e pegamos um hotel muito bom aqui em Lima (Radisson decapolis Lima, US$ 125,00/apto duplo). Saimos pra comer um Ceviche aqui perto, e estamos de volta. Amanhã o objetivo é subir novamente a cordilheira, rumo a Huaraz/Caraz, para conhecermos o Canyon del Patto, uma maravilha que eu ainda não conheço e vai ser desta vez! Huaraz também tem muita coisa pra ver, mas vai ser rápido, pois não temos muito tempo!
Fiquem conosco, amanhã volto a postar as novidades! Está indo tudo bem, a viagem está 100%!
Algumas fotos de hoje:








sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

O pulo do gato!

Dia 3: San Antonio de Chiquitos a Cochabamba e Dia 4: Cochabamba a Arica
Devido ao cansaço e correria, por incrível que pareça viagem de moto dá muito mais trabalho do que se imagina, tem muita função e coisas pra arrumar, roupas, malas, etc... E quase não dá tempo de nada... rsrsrs...
Fizemos o trecho de San Antonio a Cochabamba dentro do cronograma, apesar de alguns pequenos percalços. Passamos em Santa Cruz rapidamente, visitamos o amigo Arley, e seguimos. Não pegamos chuva, apesar dos avisos do meu amigo Guy "Dilúvio"... rsrsrs... Já estamos com apelidos, em 3 dias de viagem... Imagina daqui 1 semana?? Chegamos em Cochabamba escurecendo, e ficamos no Hotel Regina ($350 bolivianos/apto duplo). Fomos jantar ali mesmo perto do hotel, à pé, e dormir, pois no outro dia o objetivo era chegar até o Chile, dando o pulo na cordilheira dos Andes, pois não queremos dormir na altitude.
Acordamos bem cedo, ainda escuro, e saímos sem tomar café da manhã. Às 7 da manhã já estávamos saindo de Cochabamba. Subimos a cordilheira, a estrada em obras no terço final, estão reformando, e chegamos em Caracollo as 10 da manhã. Comemos um "lomo com papa frita" e seguimos até Patacamaya, aonde abastecemos e entramos a esquerda, rumo a Putre/Arica. Ali houve uma pequena confusão, o Nelson passou na frente do grupo antes do trevo pra tirar uma foto, quando fomos entrar em Patacamaya ele não estava, o Marcio Monteiro achou que ele tinha se perdido e foi atrás, e eu, o Guy e o Admilson fomos abastecer e esperar eles no posto. Só que na verdade o Nelson estava em cima do próximo viaduto que entrava na cidade (tem 2), esperando pra tirar a tal foto, e o Marcio não viu e passou direto. O Nelson foi atrás dele, e os dois seguiram sentido La Paz... Com esta história toda, perdemos 2 horas, esperando os dois retornarem, sem um saber aonde estava o outro... Pensa na confusão! rsrsrs... Mas tudo deu certo, os dois apareceram, primeiro o Nersão, depois o MM, e fomos para pegar a aduana Bolívia/Chile. Pra dar a saída da Bolívia, é só seguir direto no posto do Chile, não precisa parar na aduana da Bolívia. Lá resolve tudo. O problema é a altitude, pois o posto fica a mais de 4,5 mil metros! Acredito que gastamos cerca de 1,5 hora pra resolver tudo, e saímos de lá as 19 hs, o Xará querendo descer logo, pois a altitude não fez muitos amigos... Saímos rumo a Arica, pegando um trecho de 20 km de terra, e depois um asfalto muito bom. Chegamos em Arica as 21;15 hs, já escuro. Fomos direto ao Hotel Arica, muito bom, mas muito caro (US$90/pessoa apto duplo). Tomamos banho, fomos jantar, todos literalmente MOÍDOS, de cansaço, mas uma canseira boa! Tomamos um vinho, comemos e demos boas risadas! A viagem apenas começou, e já parece que faz uma semana! Não vou entrar em mais detalhes, mas tudo está indo bem, os companheiros de viagem excelentes, as nossas motos idem! Os parceiros desta viagem:
Marcio A. Roberto - Eu, que vos falo, 49 anos, empresário
Guy de Ferran C. da Costa  - 57 anos, agricultor e pecuarista
Nelson Almeida  - 57 anos, empresário e mala
Marcio Monteiro - 60 anos, pecuarista e político
Admilson Barbosa - 45 anos, coronel da PM
A turma é boa, e acredito que vamos acabar esta viagem melhores do que começamos!
Continuem conosco!
Abraços!




"Brasil, um país de tolos..."

Dia 1: Campo Grande a Corumbá – 440 km
Sai de casa as 12:30 e como combinado com o Guy às 12:45 já estava no posto em frente à base aérea. O Osmar e o João Cassiano estavam lá esperando. Logo o Guy também chegou, compramos umas águas, tomei um Redbull (estou ficando viciado nisso, pra tirar o sono da tarde...), e saímos, depois de tirarmos algumas fotos com os amigos. O Osmar resolveu nos acompanhar até Miranda. Pegamos algumas garoas leves, mas não colocamos capa. A chuva grande já tinha passado, e nos ajudou muito, pois pegamos temperatura agradável até perto de Miranda, na faixa de 25 a 28 graus. Chegamos em Miranda as 15:00 mais ou menos, direto no posto em frente ao Zero Hora, que foi o local combinado. Assim que abasteci já vi o celular e tinha uma mensagem do Nelson, de Jardim, dizendo que tinham acabado de sair de Bonito, ou seja, iram chegar mais ou menos depois de 1 hora ou mais. Resolvemos então seguir até Corumbá, eu e o Guy, e o Osmar voltou para Campo Grande. Grande companheiro Osmar! Obrigado meu amigo! Seguimos até Corumbá, sem parar, e chegamos lá por volta das 17:30 hs. Abastecemos, e fomos para o hotel Nacional. Tomamos um banho, colocamos um short e camiseta, chinelo e descemos. Os amigos e companheiros de viagem, tinham acabado de chegar! Foi aquela festa, parecendo que a gente não se via há anos... hehehe... Esperamos o pessoal tomar banho e fomos jantar. Achamos só um lugar aberto, pois era feriado dia 01/janeiro! Demorou muito, esqueceram do nosso pedido, mas finalmente saiu e comemos... Fomos dormir, em uma mistura de ansiedade e cansaço, estamos desacostumados de andar de moto, e ainda vai alguns dias para acostumar... Ainda estou inchado das festas de fim de ano, e quero aproveitar esta primeira semana da viagem para tentar voltar o peso, nem que seja uns 4 kg, pois senão a coisa vai apertar, literalmente, quando vier o frio e tiver que colocar a segunda pele de inverno... rsrsrs...
Dia 2: Corumbá a San José de Chiquitos – 390 km
O Guy madruga, acordou antes das 5 da manhã, e as 5:30 eu já sai da cama... Descemos antes das 6:00, que era a hora do café da manhã. O hotel Nacional, um pouco caro (R$315,00/apto duplo), mas é o melhor de Corumbá, e tanto os quartos quanto o café da manhã são excelentes. Logo a turma toda desceu também, e o combinado era sairmos antes das 7:30, irmos direto para o Detran de Corumbá, tirarmos o licenciamento obrigatório 2018, pois vamos precisar para o retorno das motos, além de alguns países da América Central. Deu certo, assim que o Detran abriu estávamos lá dentro, e graças ao apoio do amigo Davi Carlos, amigo do meu xará Marcio Monteiro (ajuda providencial...), em menos de 1 hora estávamos com todos os documentos 2018 na mão. Claro que tivemos que pagar adiantado o IPVA e o licenciamento... Depois rumamos para um cartório, para tirar uma cópia autenticada dos documentos das motos, e mandarmos junto com toda a documentação necessária para a importação das motos, no nosso retorno, para um despachante já contratado em Santos/SP. Até esta hora, a coisa funcionou bem, ou seja dentro da nossa programação. Fomos direto dali para a aduana, chegamos lá às 9:10 hs mais ou menos. Tinha uma fila enorme na imigração brasileira, e tivemos que encarar. Aproveitamos e fomos ao lado, na Receita Federal, pra ver em relação a importação temporária das motos, no nosso retorno. Ninguém sabia de nada, e disseram que não era ali que se fazia, e sim em outro local, um porto seco que tem antes um pouco de chegar na divisa. Fomos lá, eu, o Guy e o Admilson. Chegando lá, já disseram que não era ali, e sim na sede da Receita Federal em Corumbá, mas avisaram que hoje o “sistema” (Software), deles estava sendo atualizado, e não teria como fazer, só amanhã... Foi um balde de água fria, e dali voltamos para a fila, debaixo de chuva, pra ajudar ainda mais... Depois de pelo menos 2 horas na fila, quase meio dia, conseguimos fazer todos os procedimentos de saída do Brasil, e começarmos a entrada na Bolivia. Antes disto, conseguimos a muito custo, sermos atendidos na Receita Federal, ali mesmo na divisa, e eles disseram que iriam nos atender, pediram cópia dos nossos documentos, e das motos, e enviaram para um auditor da RF que estava de férias em Pernambuco fazer... Pode isso, Arnaldo?? Acabamos cerca de 13:00 hs todos os procedimentos na Bolívia (Deu exemplo, bem mais organizada e rápida, melhorou muito!), e fomos almoçar ali perto mesmo, na La Bodeguita. Fizemos câmbio, e voltamos lá na RF na hora que eles pediram (13:30/14:00 hs), só que nada... Não tinha ninguém lá... Acabamos saindo de lá passado das 15:00 hs, tudo muito enrolado, não tinha gente, e as pessoas que lá estavam, muito mal preparadas. Enfim, este país está um caos mesmo, um verdadeiro absurdo o que fazer com o consumidor, o cliente, dos serviços a que pagamos e teríamos direito de pelo menos sermos bem atendidos, dentro da normalidade.
Ainda passamos no posto policial da Bolívia, pra pegar aquele “salvo conduto” em Puerto Suarez, e seguimos em frente. Fomos parados por policiais, há uns 90 km antes de Roboré, nos pediram todos os documentos, e mandaram seguir. Paramos em Roboré, abastecemos, tomamos um café e seguimos. Lá encontramos um pessoal da Bahia, que estão indo para o Perú, umas 4 motos. Gente boa! Acho que se chama Grupo Adventista de Moto. O líder é o Capelão, todos de colete de couro e tudo!
Como ainda era sol alto, resolvermos tocar os 130 km que faltavam pra chegar em San José de Chiquitos, e aqui estamos! Vim direto no mesmo hotel que ficamos antes, La Casa de Mama, um hotel boutique muito legal, bem tranquilo, quase uma casa.
Fomos “jantar” aqui em frente ao hotel mesmo, à pé, em uma lanchonete, e comemos o famoso Pollo com papa frita, que de agora em diante vamos ficar bem habituados... Estamos cansados, mas não de andar de moto, mas de tanto ficar esperando e andando pra lá e pra cá nas aduanas, guichês e departamentos da divisa Brasil/Bolivia de Corumbá... Pra nunca mais...
Amanhã a nossa idéia é seguir até Cochabamba, em um trecho bem apertado pra fazer, o normal é sair de Santa Cruz, que está a 260 km daqui... Mas vamos encarar!

Um abraço a todos e continuem com a gente!





Quem sou eu

Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brazil
49 anos, casado, zootecnista, empresário e motociclista.