quarta-feira, 13 de julho de 2011

Próximo desafio: BR-319 & Transamazônica

Pessoal, vai começar uma nova e desafiadora empreitada: O Norte do Brasil!
No final de semana de 09-10 de julho, demos uma volta de cerca de 700 km pelo interior do MS, sendo 500 de asfalto e 200 de estrada de terra. Saímos de Campo Grande eu, Jardim e "Brima" Rezek, e seguimos para Sidrolândia. Andamos 50 km de asfalto, e entramos à esquerda, pelo bom cascalho da estrada do Capão Seco, rodando cerca de 150 km no total, sendo 100 km somente de estrada de chão. Dormimos na fazenda Erva Mate, da minha família, em Rio Brilhante/MS, aonde jantamos um delicioso cupim soleado, prato tradicional da região, junto com o meu pai. No outro dia cedo, em Maracajú/MS, nos encontramos com o Nelson e o Rogério, que vieram de Jardim e Dourados, respectivamente.


Chegando na fazenda, parada para uma foto

Nossa janta: cupim soleado com mandioca. Bom demais!
O objetivo deste pequeno passeio "Off-Road" foi de reunir e fazer um pequeno treino do grupo que irá fazer a próxima viagem, em setembro próximo, para o norte do país. Mais precisamente Amazonas e Pará, mas passando pelos estados do MT, RO e RR, com o foco da viagem nas rodovias BR-319 e BR-230, a rodovia fantasma e a conhecida Transamazonica, respectivamente.
O grupo, até agora, é composto pelo amigo Jardim, nosso líder e guru, e o idealizador desta viagem, o companheiro Rogério Goulart, de Dourados/MS, a figuraça Nelson "Carandá" de Jardim/MS e eu. O Jardim irá em uma Honda Falcon400, e o restante de BMW R1200GS Adventure. A frase que resume a nossa viagem é: "Estrada do Norte, lugar de Forte".

Jardim, eu, Rezek, Nelson e Rogério



Todos se preparando para uma nova saída
 É um grande desafio, tanto para nós como para as motos, principalmente pelas condições das rodovias, pois uma boa parte do roteiro total de 9.500 km (cerca de 2.500 km), será de estrada de terra batida, em condições precárias, e ainda se chover vira um sabão, por isso temos que ir nesta época mais seca do ano. Mas pelo menos dizem que não tem areia...
O roteiro já está praticamente definido, e a saída está prevista para o final do mês de agosto, daqui a pouco mais de 30 dias.
Além do barro e da poeira, tbm enfrentaremos a pouca infra-estrutura disponível na região, com longas distâncias sem postos de combustíveis, pontes precárias e grande chance de dormir em barracas ou redes.
Mas são justamente estes desafios que nos impulsionam, pois se fosse muito fácil não teria graça nenhuma!
Para quem não conhece, segue abaixo um pequeno resumo das principais estradas que passaremos em breve:
RODOVIA FANTASMA/BR-319:
Visão do alto de uma das torres da Embratel



Que tal esta ponte?
A BR-319 é uma rodovia federal diagonal (Norte-Sul) brasileira, que liga as cidades de Porto Velho e Manaus, na Região Norte do Brasil. Ela é o principal acesso a várias cidades do sul do Amazonas, tais como: Humaitá, Careiro, Manaquiri, Beruri, Borba, Lábrea e Careiro da Várzea. Sua extensão é de 880,4 km, dos quais 859,5 no Amazonas e 20,9 em Rondônia.
Foi inaugurada em 1973 durante o regime militar brasileiro, dentro do contexto de colonização da Amazônia. Segundo algumas fontes, a obra foi feita as pressas, sem uma fundação de cascalho sob o asfalto. Alguns anos depois a rodovia se tornou intransponível na prática.
Por esse motivo, as margens da rodovia sofrem bem menos com grilagem e desmatamento do que outras partes da Amazônia, mas por outro lado o acesso a Manaus tem que ser feito por barco ou avião, não havendo serviço regular de ônibus entre Manaus e a maior parte do país. O percurso de barco entre Porto Velho e Manaus leva cerca de 3 a 4 dias.
Em 2005, o governo federal anunciou a recuperação da BR-319. As obras começaram em 21 de novembro de 2008, com duas frentes de trabalho partindo dos extremos da rodovia. Modelos desenvolvidos por cientistas demonstram que essas obras, caso não sejam acompanhadas de ações governamentais sem precedentes na Amazônia, levarão ao desmatamento e ocupação desordenada do entorno da rodovia: Desde o seu anúncio, criaram-se dois assentamentos às margens da estrada (Castanho e Tupanã Igapó-Açu).
Este trecho é considerado o mais desafiador da viagem, pois quase não tem trânsito e as pontes são muito precárias. São cerca de 580 km entre Careiro Castanho e Humaitá, de estradas péssimas, intercalando asfalto abandonado há 30 anos com buracos e atoleiros, aonde há apenas as torres de repetição da Embratel e é possível montar acampamento e dormir, caso seja necessário.
*Fonte: Wikipédia, adaptado.

RODOVIA TRANSAMAZÔNICA/BR-230:

A estrada dentro da mata Amazônica!


Estrada até boa, mas se chover...
A rodovia Transamazônica, foi criada durante o regime militar, no governo do presidente Emílio Garrastazu Médici (1969 a 1974) sendo considerada uma obra "faraônica" devido às suas grandes proporções. A intenção da rodovia era integrar os estados do Norte do Brasil com o resto do Pais. Foi inaugurada no dia 30 de agosto de 1972. Atualmente a BR-230 ou Transamazônica é uma rodovia transversal, cortando o norte do Brasil no sentido leste-oeste, e considerada a terceira rodovia mais longa do Brasil com cerca de 4.977 km de extensão, ligando a cidade portuária de Cabedelo na Paraíba ao município de Benjamin Constant, no Amazonas e cortando sete estados brasileiros.
Nasce na cidade de Cabedelo, na Paraíba, e segue até Lábrea, no Amazonas. Em grande parte, principalmente no Pará e no Amazonas, a rodovia não é pavimentada.
Inicialmente projetada para ser uma rodovia pavimentada com 8 mil quilômetros de comprimento, conectando as regiões Norte e Região Nordeste do Brasil com o Peru e o Equador, não sofreu maiores modificações desde sua inauguração.
Na sua construção, os trabalhadores ficavam completamente isolados e sem comunicação por meses. Alguma informação era obtida apenas nas visitas ocasionais a algumas cidades próximas. O transporte geralmente era feito por pequenos aviões, que usavam pistas precárias.
Por não ser pavimentada, o trânsito na Rodovia Transamazônica é impraticável nas épocas de chuvas na região (entre outubro e março). O desmatamento em áreas próximas à rodovia é um sério problema criado por sua construção. É o sonho de muitos jipeiros, pois sua precariedade instiga aos mais aventureiros sua travessia em veículos off-road e motocicletas.
*Fonte: Wikipédia, adaptado.

Vamo que vamo minha gente, agora é contar os dias e se preparar para mais esta aventura, que faremos em duas etapas:
-A primeira etapa subindo de Campo Grande/MS até Porto Velho/RO, e de Humaitá/AM até Manaus pela balsa. Depois subindo ainda mais até a linha do equador e entrando em Roraima, e descendo novamente até Manaus, para enfrentar então até Humaitá agora pela BR-319, distancia total de cerca de 4.900 km em cerca de 12 dias, feita pelo Jardim e o Rogério somente.
-A segunda etapa, agora todos juntos, saindo de Humaitá/AM pela Transamazonica, passando por Santarém e Tucuruí, até Marabá/PA, e a volta descendo pelo vale do rio Xingú, no MT, Barra do Garças e chegando de volta a nossa querida Campo Grande. A distancia desta segunda etapa, coincidentemente também tem cerca de 4.900 km, que faremos em cerca de 12 dias. Será um sinal?! Espero que seja um bom sinal...
Eu e o Nelson faremos somente a segunda etapa, por problema de tempo, pois a viagem toda levará 23 dias, e o trabalho nos cobra! Sairemos de Campo Grande cerca de 10 dias depois da primeira dupla, e nos encontraremos em Humaitá, para dali seguirmos juntos.

Posto mais novidades assim que tiver! Abçs!

Quem sou eu

Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brazil
49 anos, casado, zootecnista, empresário e motociclista.