domingo, 9 de abril de 2017

Dia 1 e 2: Começo de viagem e aventura!

Dia 1, 08/04, sábado: Campo Grande a Santiago de Chiquitos - 700 km
Na sexta-feira, dia 07/abril, os amigos Renato, Castilho e Edson chegaram em Campo Grande no final da tarde, vindos de Guaira/PR. Foram para o hotel de trânsito dos oficiais do exército, pois são todos militares da reserva. O Renato tinha me pedido para encomendar um pneu traseiro Karoo3 para a GS800, que eu achei lá no Razzini, para levar na viagem. Como eu estava muito corrido, ele mesmo foi lá buscar. Após concluídas todas as tarefas e compromissos na empresa, saí já passado das 17:00 hs e fui lá encontrar os meus amigos. Fomos para a minha casa, para conversamos e acertarmos os últimos detalhes da viagem. Eu tinha combinado de entregar as camisetas e adesivos do Bora Bora para o pessoal que tinha encomendado, e eles foram lá em casa buscar. A correria foi grande, mas ainda bem que eu tinha arrumado quase tudo, inclusive a moto, no domingo anterior. Ficamos conversando animadamente, alguns amigos de Campo Grande ficaram por lá, o Capitinga, Padilha, Flávio, e quando vi já era passado das 22 hs. Fui levar o pessoal no hotel, e aproveitei pra buscar o meu filho Marcos no aeroporto, que estava chegando de São Carlos. Acabei dormindo depois da 1 da manhã, pois estava pilhado, ansiedade a mil, e ainda, para completar, a metade da minha casa estava sem luz, pois tinha queimado uma fase... Acabei não acordando na hora e quase perdendo a hora, saí quase doido e apurado, pois tinha marcado às 5:45 hs no hotel. Cheguei 15 min atrasado. O Guy estava nos esperando no posto em frente a base aérea, apresentei os amigos a ele, que não conhecia nenhum, e seguimos viagem. Paramos no Redondo, a 100 km de Campo Grande, pra tomar o nosso café da manhã. Saímos para abastecer em Miranda, já com aquele calor típico da região pantaneira. Atravessamos o nosso Pantanal, o pessoal do sul não conhecia, mas não vimos muitos animais, pois estava muito cheio, muita água. Paramos ainda mais uma vez logo após a ponte do rio Paraguai para tomar água e descansar, e chegamos em Corumbá as 11:30 hs. Só abastecemos e já fomos para a aduana da Bolívia, pois a fama era que iria demorar mais de 2 horas. E realmente demorou... Quase 3 horas! O trâmite é: primeiro você vai na Polícia Federal do Brasil dar a SAÍDA do país, pois a Bolívia exige. Demorou uns 10 minutos. Depois, você vai até a imigração da Bolívia, a uns 100 metros adiante, para dar entrada lá. Não tem aonde estacionar as motos, fica meio estranho, o medo de furto, mas acabamos estacionando atrás do local, aonde tem algumas casas de câmbio, e uma senhora que trabalha lá "cuidou" as motos pra gente. Demorou uma meia hora, e estávamos com tudo pronto. Quer dizer, quase pronto... Fizemos o câmbio (1 dólar = $ 6,90 bolivianos), e fomos fazer a aduana das motos, agora. Tivemos que tirar cópias da CNH, passaporte, documento da moto e do papel da imigração, pra fazer a aduana. Feita a aduana, seguimos em frente, já dentro da Bolívia, para fazer o último trâmite, que é na verdade quase que uma armadilha, é uma autorização para circulação dentro do país, um tipo de "salvo conduto" que a policia de trânsito de Puerto Suarez dá, mas ninguém te avisa, e se te pararem na rodovia (E vão parar!), vão te multar ou mandar voltar... Não dá pra entender estas coisas... Fomos lá, pagamos $ 50 bolivianos cada um, e saímos com este documento na mão, na verdade um papel com um carimbo. Ainda bem que fizemos, pois não andamos 50 km e já nos pararam e pediram o tal documento. Seguimos pela rodovia 4N, com o intuito de seguirmos até San José de Chiquitos, a 375 km de Puerto Suarez... "Meio" apertado, já que era mais de 3 da tarde... Tocamos firme por 280 km, até Roboré, para abastecer. Antes de Roboré, eu vi uma placa de San Tiago de Chiquitos, e me lembrei de uma dica do Glauco, que dormiu já uma vez e me falou muito bem. Abastecemos, já bastante cansados, 700 km rodados, aduana demorada, temperatura bateu nos 37 graus, e após uma breve conversa resolvemos dormir em San Tiago de Chiquitos. Encontramos um amigo, cunhado do Arley, no posto, o César, que conhece o Padilha tbm, uma grande coincidência, o mundo é pequeno mesmo...
Santiago de Chiquitos nos surpreendeu, positivamente! É um lugar MUITO tranquilo, tem um hotel muito bom, um colégio antigo, os quartos enormes, muito confortáveis, coisa antiga mas muito bem feita. Tomamos um banho, e fomos jantar, logo ao lado do hotel. Umas cervejas Paceña, comemos um peixe e "pollo" frito, salada, mandioca e arroz. Muito bom! Eu quase não tinha dormido nada na noite anterior, menos de 3 horas de sono, e literalmente apaguei!
Tiramos poucas fotos hoje, e estão no celular, assim que conseguir baixar eu publico.

Dia 2, 09/04, domingo: Santiago de Chiquitos a Santa Cruz de La Sierra - 470 km
Hoje quando acordei já era passado das 6 da manhã, dormi pelo menos 8 horas sem parar. Bom demais! Cama boa, ar condicionado, lugar muito tranquilo e silencioso. O hotel é TOP, fica bem em frente a praça principal, é bonito e bem organizado. Pagamos $300 bolivianos o quarto duplo, o que da mais ou menos uns R$140,00 ou R$ 70,00/pessoa. Difícil achar preço assim no Brasil, com a qualidade que tivemos! Este lugar, Santiago de Chiquitos, foi uma bela surpresa, e eu recomendo pra quem quiser descansar, sem ser incomodado! Tem várias atrações, entre elas cachoeiras, rios, ruínas jesuíticas, monumentos naturais, etc... Tinha muita gente fazendo excursão por lá. Fica a 3 horas de Corumbá de carro, mais ou menos.
Tomamos o café da manhã, mais tarde, às 7:30 hs, depois nos arrumamos, tiramos umas fotos na frente da igreja matriz, e seguimos viagem.
Lá é mais alto do que a região, cerca de 660 metros, e por isso é bem mais fresco. Quando descemos os 14 km até chegar na rodovia principal, já esquentou e saiu de 26 para 30 graus, e isto porque não era nem 9 da manhã... Seguimos para abastecer em San José de Chiquitos, a 135 km dali. Passamos ao lado de uns paredões de pedra muito legais! Abastecemos em San José, um posto muito ruim, não tinha estrutura alguma, sem comida. Tomamos só água, e uns lanches e castanhas que o Guy nos deu. Por falar em abastecimento, por enquanto não tivemos perrengue algum, mas estamos pagando o DOBRO do preço que os bolivianos pagam, cerca de R$ 4,06/litro. É aquela história de que o posto tem que ter autorização para abastecer para estrangeiro, abrir um tipo de fatura, com o seu nome e passaporte, etc... E tem os militares ali cuidando... Isto é um absurdo, tratar turista assim, não dá pra entender também!
Depois de San José, faltavam 270 km pra chegar em Sta Cruz. Paramos mais uma vez no meio do caminho, em Pozo del Tigre, tomamos uma água, e seguimos. A chuva apareceu, mas tivemos sorte, e quando passamos já havia passado, pegamos só uma garoa leve, que até foi bom que refrescou. Chegamos em Santa Cruz, em um domingo, com o trânsito muito pesado, à procura do hotel, na verdade um apart-hotel chamado Terra Nova. Abastecemos, a chuva veio, e chegamos no hotel, graças ao Guy que lembrou do local, pois era impossível de achar com o GPS. Hotel ruim de achar, mas muito bom, apartamento grande, e bem confortável. Estamos aqui, agora, no restaurante do hotel, conversando, tomando uma cerveja, e combinando para amanhã, que realmente vai começar a ficar bom... Começam as curvas e a subida da cordilheira. Fiquem com a gente!
Abraços! Seguem algumas fotos, consegui baixar agora!


Igreja em Santiago de Chiquitos





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Quem sou eu

Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brazil
49 anos, casado, zootecnista, empresário e motociclista.