domingo, 14 de maio de 2017

Dias 13 a 15: Do Pacífico ao Brasil em 3 dias!

Dia 13: Arica/CL a Cochabamba/BOL - 672 km
Acordamos as 6:00 hs, escuro ainda. Às 6:30 estávamos tomando café, e as 6:45 hs saímos do hotel. O Guy pediu para abastecer, calculou mal, e paramos no mesmo posto que eu havia parado na noite anterior... rsrsrs... Seguimos rumo a Putre, o GPS teimava por uma rota diferente, mas eu fui pelas placas, que já tinha visto antes. Seguimos pela estrada para Putre agora, e o dia começou a clarear, conforme íamos subindo cada vez mais, e o tempo esfriando... A estrada muito boa, e muito bonita também. Quando chegamos em Putre, a 140 km de Arica, o Guy me pediu para abastecermos, pois possivelmente não haveria gasolina na Bolívia, e poderíamos passar aperto... Como não tem posto em Putre, tivemos que comprar um galão de 20 litros, e dividimos. Deu pra encher os dois tanques, até derramar. Seguimos nosso roteiro, por um parque nacional muito bonito, e a estrada começou a encher de caminhões, indo para a Bolívia. A maioria caminhões com combustíveis. Logo chegamos na aduana do Chile, com reformas na estrada, e várias partes de rípio, ou uma pista só. Fizemos a saída do Chile, sob uma altitude de 4.100 metros... Novamente aquela altitude... Seguimos em frente. Entre as duas aduanas, um espetáculo à parte, tem 2 vulcões à beira da estrada. O clima estava limpo e o sol a pino, mas muito frio. Deu pra tirar muitas fotos! Depois de uns 5 km, tinha a aduana da Bolívia, mas bem diferente daquelas de Desaguadero e Corumbá. Esta é arrumada, organizada e não tinha quase ninguém! Paramos as motos, e fomos fazer os procedimentos: imigração (entrada na Bolívia), aduana (foram ver as motos, chassi, documento, CNH), e depois para finalizar tem uma parte sanitária. Não falaram nada de pagar alguma taxa para a policia. No final, tinha que devolver um papel em uma guarita, mas não tinha ninguém lá. Entregamos para outra pessoa, e fomos embora. Logo à frente, tinha uma fila enorme de caminhões, para entrar no Chile, e um posto de gasolina. Portanto, TEM POSTO SIM NA ADUANA DA BOLIVIA COM O CHILE POR PUTRE. Como já tínhamos abastecido em Putre, não abastecemos, e seguimos rumo a Patacamaya, a 190 km dali. Dava pra chegar tranquilo! Paramos pelo menos umas 3 ou 4 vezes para tirar fotos, até chegar em Patacamaya, aonde abastecemos, pagando o preço para estrangeiros ($ 8,00 bolivianos, ou cerca de R$ 4,00). Nesta estrada entre a aduana boliviana e Patacamaya, é muito bonita e vale a pena passar! Montanhas, nevados, vulcões, lhamas, etc... Depois pegamos a mesma pista dupla que havíamos passado na ida, entre La Paz e Cochabamba, só que no sentido contrário. Rodamos por uns 90 km, até Caracollo, bem no trevo que vai para Oruro, e paramos ali para comer. Eu estava MUITO mal, dor de cabeça, febre, não queria saber de nada, nem comer nada. Tomei uma água, um energético, e o Guy comeu um prato de filé com fritas. Acho que o jantar do dia anterior piorou o meu quadro de infecção intestinal mais ainda. Eu estava com um tipo de virose, na verdade. Seguimos então para os últimos 190 km até Cochabamba, só que desta vez estava seco, a estrada boa, e só nos dois, a tocada firme nos 110/120, rendeu bem. Chegamos em Cochabamba as 16 hs da tarde, com o sol alto. Paramos para abastecer na entrada da cidade, e depois fomos para o mesmo hotel que ficamos na ida (Hotel Regina, a $380,00 o quarto duplo). O Guy ainda sugeriu tocarmos até Villa Tunari, mas eu não tinha a menor condição. Tomei um banho, e fui pra cama, tremendo de frio, por causa da febre. Tomei um remédio para gripe que havia levado, bastante água, e um sal de fruta. Acordei depois de umas 2 horas com o Guy chegando no quarto com uma bandeja, com sopa para os dois... Este é meu companheiro de viagem! Grande Guy! Aquela sopa me fez muito bem, tomei, e melhorei bastante! Fomos dormir, Cochabamba fica a 2.600 metros, ainda senti um pouquinho de falta de ar, mas dormi assim mesmo, sem problema. Outro dia estava zerado!
Conseguimos fazer o "pulo" da cordilheira, em um único dia, de forma tranquila, sem correr, andando a 120/130 km/h de cruzeiro. Esta com certeza será a nossa rota de agora em diante, em viagens para o norte, Colômbia, etc...

Cidade de Putre

Guy abastecendo a moto em Putre

Vulcão na divisa Chile/Bolivia



Dias 14 e 15: Cochabamba/BOL a Campo Grande/MS - 672 km
Acordamos as 7:00 hs, e fomos tomar café. Eu tinha visto uma outra moto de cima do apartamento, no estacionamento, mas quando saímos já não estava lá. Desta vez conseguimos sair do trânsito louco de Cochabamba tranquilos, e logo estávamos na rodovia. Subimos novamente a quase 4 mil metros, e depois voltamos a descer, agora em definitivo, rumo a mata e o calor. O tempo começou a fechar. Chegamos em Vila Tunari, tentamos abastecer em 2 postos, mas não permitiram... Este negócio do abastecimento na Bolivia é pra acabar! Aí entra a vantagem da GS Adventure, pois eu estava bem mais tranquilo, se não der aqui, abasteço mais pra frente, mas o Guy começou a apavorar. Seguimos adiante, e tinha um posto com pouca fila, aonde entramos. Ficamos na fila das motos, e acabamos abastecendo pelo mesmo preço dos Bolivianos mesmo... Vai entender... Graças a Deus! O plano era dormir pra frente de Santa Cruz de La Sierra, se desse em San José de Chiquitos. Passamos por Sta Cruz, e o transito melhorou bastante. Abastecemos novamente antes de Sta Cruz, novamente a preços de nativos. Estávamos com sorte! Conseguimos tocar até San José de Chiquitos, chegando já escuro, as 18:30 hs. Abastecemos, e fomos procurar um hotel. Achamos um ótimo, um hotel Boutique da Mama, pensa em um hotel bom! Espaçoso, quartos grandes, ar condicionado, padrão 3 estrelas ou acima! Um achado! Tomamos banho, e fomos jantar à pé, bem em frente ao hotel. Tinha um mercado e ao lado um restaurante bem simples. Eu comi um lanche e o Guy um frango com batata, para se despedir! rsrsrs...
Passamos no mercado depois da janta, e compramos alguns vinhos bolivianos, da região de Tarija. Ainda cabia na moto...
No outro dia saímos após o café, lá pelas 7:30 hs. O mesmo roteiro de ida, sem surpresas, e chegamos na aduana em Puerto Quijarro, as 11:30 hs, parando para abastecer em Roboré, o mesmo local da ida.
Para dar a saída da Bolívia, mesma coisa, primeiro a imigração, e depois a aduana da moto. Depois fizemos o cambio, trocando o que restou de bolivianos por reais. Depois fomos para o lado brasileiro, e lá que foi o problema! Havia uma fila enorme, e apenas uma pessoa atendendo! Gastamos meia hora pra sair da Bolívia, e quase 2 horas pra entrar no Brasil! Mas... Precisa dar entrada no Brasil??? Esta era a minha dúvida! Fui perguntar, e me falaram que sim, que se eu dei saída, teria que dar entrada, ali mesmo, pois tinha entrado por terra... Ficamos ali na fila, até nos atenderem! Saimos dali já eram 14 hs, e paramos em Corumbá para abastecer e comer alguma coisa. O Casagrande e o Marcel iam nos esperar em Miranda, voltando de Bonito, mas com este atraso, mandei mensagem que iríamos demorar, e os dois foram embora. Após Corumbá, já em terras Sul-Matogrossenses, paramos para abastecer logo após Miranda, e depois chegamos em casa, às 19:00 hs de sábado, dia 22/04. Foram 15 dias de viagem, aonde rodamos cerca de 7.500 km. Estava com a barba enorme, e fui direto a uma barbearia perto da minha casa. O cara me viu com aquela roupa suja, e perguntou de onde eu estava vindo. Eu disse: "Do Chile, Peru e Bolívia" kkkk! Fiz a barba, e segui para casa, para o meu lar. Viajar é bom demais, mas chegar em casa é melhor ainda!
Realmente foi um grande prazer viajar com esta turma! Nunca havia viajado com nenhum deles, e foi espetacular, cada um do seu jeito, a sua maneira, contribuindo para o sucesso do grupo. Não temos que provar mais nada pra ninguém, cada um faz o que quer, e juntar um grupo de amigos assim, não é fácil, dar tudo certo. Tem o apurado, o atrasado, o engraçado, o sério, o reclamão, o solícito, o quieto, o falador, etc... Quando dá tudo certo, é bom demais! E deu tudo certo! Agradeço de coração aos meus amigos Renato Lopes, Edson e Castilho, de Santa Maria. O Renato, meu velho amigo de longa data, meu guru e mestre das artes motociclisticas, sempre foi o meu sonho viajar com este parceiro! Valeu demais, aprendi muito! O Edson, pessoa simples, companheirão, bom de conversa, sempre de alto astral, foi uma ótima surpresa! O Castilho, já conhecia, e se confirmou mesmo o que eu esperava, sempre à postos, topa tudo, não tem tempo ruim, sempre à postos! Em especial, quero agradecer ao meu companheiro Guy, meu amigo também de longa data, o qual escolhi para me acompanhar nesta trip. Ele foi fundamental em algumas situações, sempre proativo, querendo ajudar a todos, e muito participativo. Me ajudou demais, quando estava doente, foi um grande companheiro e estava ali! Eu me desculpo com ele por querer tocar à noite, no trecho entre Alis e San Vicente, pois eu quando coloco uma coisa na cabeça, vou até o fim! Mas deu tudo certo! Enfim, não fizemos todo o trecho programado, mas faltou pouco!
O trio Renato/Edson/Castilho, continuaram até Huaraz, fazendo o Canyon del Pato, e chegaram em casa 8 dias depois da gente. Realmente não podíamos, mas uma hora fazemos novamente.
Agradeço a todos que nos acompanharam, e me desculpo por para de postar, mas realmente eu não estava muito bem para escrever, e por isso não continuei. E quando cheguei em casa, nunca havia tempo.
Agora está tudo ai! Um grande abraço a todos e até a próxima trip!

Aduana do Brasil... A pior!
Parada no Redondo, na ida, primeiro dia

Hotel em Santiago de Chiquitos

Igreja de Santiago de Chiquitos

Entre Roboré e Sta Cruz de La Sierra

Em Sta Cruz com o amigo Arley

Restaurante em Villa Tunari


Entre Cochabamba e Coroico


Hotel em Coroico

Começando a Estrada da Morte!






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Quem sou eu

Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brazil
49 anos, casado, zootecnista, empresário e motociclista.